Até quando?

... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Abriu a «lota» das consciências!

O que por aí vem.
Este governo é um autêntico maná …
É certo que saca aos reformados mas é tudo para boas causas.
Comentaristas de TV e professores, mestres e sociólogos, filósofos, empresas de sondagens, fundações … o «bolo» está aí.
Agora, cuidado com a língua … e a escrita.
Os tempos são de assobiar p’ró lado!
Vejam bem a «maquia» que vos está reservada: 190,4 milhões de euros.
Então? Vale ou não vale a pena esquecer ideologias, desgraças, impostos, tudo?
Vamos ajudar a propaganda, caramba. Alguém «come» de «consciências»?
O Governo quer gastar no próximo ano mais de 190,4 milhões de euros em estudos, pareceres, projectos e consultadorias.
E atenção. Nada disto é para funcionários. É só para gente de fora, hein?
Um aumento de 74 milhões (62 por cento) em relação a este ano que, aliás, já não foi nada mau: 116 milhões.
PSD e CDS-PP, pobres ingénuos, não percebem tamanho dislate e exigem explicações.
É claro que pregam no deserto. Os outros têm a maioria absoluta e o governo do ENGENHEIRO (Ah! Ah! Ah!) já mostrou que não dá satisfações a ninguém.
Ele, dar explicações? Ele?! O homem que põe acordados e em sentido os alemães, ingleses, franceses, espanhóis e polacos …
Ora, tomem boa nota, especialistas do costume – especialmente os que têm assento na TV.
O Ministério da Justiça é o que dá mais: ele ultrapassa 41,3 milhões; o Ambiente, também nada mau, lança 31,8 milhões; os economistas e financeiros têm de poupar – o Ministério das Finanças só dá 24,9 milhões.
E pronto, mãos à obra.
Tudo acordado e tudo a dizer o que é preciso dizer!
Está bem?
(Como eu vos percebo, meus caros Pacheco Pereira, Lobo Xavier, Marcelo, Vitorino, Saldanha e Júdice, e tantos outros ... Ah! Ah! Ah!)

domingo, 28 de outubro de 2007

E ninguém liga ao Pacheco Pereira

Pronto. Tudo estragado. O PSD nem «ata nem desata» - nem aperta a mão nem aperta o pescoço.
Agora ninguém liga mesmo nada a Pacheco Pereira. Imaginem só que o mago da intelectualidade não foi convidado para opinar no Conselho Nacional do PSD.
O que é lamentável. E injusto porque os conselheiros sociais democratas têm direito a momentos de diversão, a animadas pausas para café, a elevadas reflexões … Ora, ora, não se esqueçam dele, está bem? Não percebem, seus iletrados, que as «vanguardas» não têm, nem devem, ser sujeitas a essa instituição de baixo nível que é o voto?

João Jardim: Governo paralisa mais a economia

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou que a queda do PS nas sondagens deve-se ao «descontentamento» dos portugueses em relação ao desempenho do Governo.
«Há um descontentamento que se vinha a sentir há muito tempo e que agora está agravar-se», disse o líder do PSD/Madeira.
João Jardim recordou, designadamente, o caso da carga fiscal sobre os reformados «que nem dinheiro têm, por vezes, para comer» e o do Orçamento de Estado para 2008, «em que se percebe que Portugal (…) vai reduzir a quase nada o investimento, o que vai paralisar ainda mais a economia do País».
(de o "Diário Digital")

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A candeia começa a iluminar

Segundo o barómetro DN/TSF/Marketest, os eleitores acreditam numa forte mudança do PSD e penalizam com inusitada intensidade o PS e o seu governo.
Escreve o «Diário Digital» citando o referido estudo:
“(…) O PSD conseguiu uma subida de oito pontos percentuais, num estudo realizado após a eleição de Luís Filipe Menezes como presidente do partido, enquanto o PS caiu quase cinco pontos.
“(…) Os socialistas registam 36,9 por cento das intenções de voto, enquanto o PSD recolhe 35,9 (…).
“(…) Em Setembro, o PS reunia 42 por cento das preferências eleitorais dos portugueses, o PSD 28 por cento, o PCP 11 por cento, o CDS-PP 8 por cento e o BE 8 por cento.
“Após a eleição de Luís Filipe Menezes como presidente do PSD, 48 por cento dos inquiridos acreditam que com o novo líder o partido vai fazer melhor oposição ao governo, 20 por cento defendem que será igual e 10 por cento apontam para uma actuação pior do que aconteceria com Marques Mendes.
“(…) Paulo Portas é agora o líder político com o resultado mais negativo (30 por cento negativos), seguido do primeiro-ministro José Sócrates, com 20 por cento negativos, uma queda de 10 pontos em relação a Setembro.
Entre os ministros do Governo, (…) o Ministro da Saúde, Correia de Campos, e a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, são os pior classificados (…)”.
(Extractos de o “Diário Digital”)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A tentação da funcionalização

Estão incomodados os deputados do PSD que a nova direcção do grupo parlamentar substituiu na presidência de algumas comissões.
Eles não conseguem perceber que não são «funcionários» ou «trabalhadores por conta de outrém».
Estavam instalados, bem instalados, e já se julgavam titulares de «direitos adquiridos», inamovíveis, porventura independentes.
Ora, eles são políticos, fazem parte de um grupo, são militantes de um partido político.
E ninguém concebe que uma liderança política seja forçada a aceitar ser representada por políticos que nela não confiam.
Novas lideranças, igual a ... novas políticas, novas práticas, novos métodos e estilos, novas equipas.
Não será esta a equação normal da «mudança», da renovação?
É por isso que, normalmente, são os «escolhidos» das lideranças anteriores, para funções de representação, que tomam a iniciativa de «pôr o seu lugar à disposição» das novas lideranças.
Isto, claro, quando os políticos rejeitam a sua própria funcionalização!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O normal é cada um no seu lugar

O regular funcionamento das instituições garante a normalidade democrática como pressuposto de legitimidade, liberdade e igualdade de oportunidades, segurança da sociedade e dos indivíduos e da justiça.
Há órgãos políticos que respondem perante o povo e, portanto, com ele se devem relacionar prestando as devidas contas do mandato que exercem.
E há outros órgãos de natureza não política.
O Procurador-Geral da República, os juízes de direito, as polícias, as forças armadas não respondem perante o público. A sua legitimidade não deriva directamente do voto popular.
Bem pelo contrário, a especificidade das suas funções exige o distanciamento que assegura a objectividade, a probidade como corolário da confiança, do respeito geral e da dignidade da função.
O Procurador-Geral da República, bem como alguns juízes de direito e, até, polícias, têm revelado uma tentação irresistível de protagonismo social e político.
Todos os dias aparecem nos noticiários, de preferência nas TV’s.
Não interessa o que dizem porque poucos perceberão os seus raciocínios e a sua linguagem técnica ou cifrada.
Mas aparecem.
Não a decidir, a impôr o respeito pela lei, a repôr a ordem social.
Aparecem a reivindicar ou a queixar-se da sua impotência, a reclamar publicamente como qualquer cidadão esquecido dos seus poderes mas muito ciente de que «quem não chora não mama», ou melhor, muito certo de que «quanto mais alto chorar mais leite vai mamar».
É preciso que alguém diga ao Procurador-Geral da República que perde respeito por cada palavra que diga nos jornais; é urgente que os juízes não ultrapassem a barra dos tribunais e que restrinjam as suas reflexões às sentenças ou acórdãos ou às publicações da especialidade; é essencial que se convença o director da Polícia Judiciária ou os chefes dos serviços secretos de que a sua importância social resulta de ninguém saber quem são ou como são.
É uma questão de segurança da sociedade.
Mas é, também e talvez sobretudo, uma questão de confiança dos cidadãos e de dignidade das funções e das instituições.
Não há nada mais regular do que cada um no seu lugar!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Afinal, quantas «cefalias» há por aí?

O mundo está a ruir lá para os lados do jornalismo dito de referência e do outro também.
Não há gato pingado, ou gata assanhada como se viu num programa da Renascença transmitido pela TV pública, que não elabore doutos juízos acerca da dita bicefalia do PSD.
Santana Lopes no Grupo Parlamentar e Luís Filipe Menezes no partido – grande desgraça por lá vai com dois galos a mandar, que grande trapalhada aí está com tamanha anormalidade, que vulcão a zurrar!
O que faz confusão é ninguém se preocupar com a tricefalia do PS, com partido, governo e grupo parlamentar cada um com o seu chefe, para não falar dos muitos que não estão nem com um nem com outros mas com as suas próprias facções, como Manuel Alegre, Mário Soares, Barroso e Sampaio, para não citar outros como Vitorino, Carrilho e Cravinho.
E a pluricefalia do CDS/PP, com Portas no partido, Diogo Feio a mandar nos deputados, o homem do Queijo Limiano a chefiar autarcas, Telmo Correia a querer mandar em tudo, Lobo Xavier a malhar em todos e Ribeiro e Castro mais Bagão Félix a espreitar por todas as gretas?
E no PC? E no BE? Quantas «cefalias» há por aquelas bandas, ora leninistas, ora estalinistas, ora trotzquistas e até, de vez em quando, capitalistas, liberais e apalermados com música de fundo do tipo maoista?
Onde é que está a originalidade do PSD?