Até quando?

... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?

terça-feira, 24 de abril de 2012

A tentação totalitária dos militares de Abril

A solenidade com que alguns militares agregados na Associação 25 de Abril se apresentaram agora a defender, quase 40 anos depois, um modelo político de organização do Estado diferente do escolhido pelo povo, apenas confirma o que já se suspeitava.

O 25 de Abril foi um golpe de Estado promovido por um grupo de militares que se sentiram ameaçados em duas frentes: a primeira pela desvalorização da carreira profissional em consequência da rápida ascenção dos milicianos a postos de comando antes apenas assessíveis aos militares oriundos das academias, a segunda pela tendência de intensificação das mobilizações, cada vez mais frequentes, para teatros de guerra.

Em concreto: os militares que fizeram o golpe de Estado estavam a ser obrigados a «trabalhar» mais, com uma vida limitada a instrução na metrópole e guerra nas províncias ultramarinas, estavam fartos de guerra e da instabilidade de vida pessoal e, ainda por cima, corriam o risco de perder uma boa parte dos privilégios sociais que julgavam imanentes da condição militar.

Fizeram o golpe de Estado para preservar e melhorar a sua condição pessoal perante o poder político constituido e a sociedade e não para mudar de regime ou sistema político.

Neste particular, será curioso confrontar o golpe do 25 de Abril de 1974 com o golpe do 28 de Maio de 1926.

No primeiro, a génese da revolta é egoista e ociosa porque alheia a qualquer carência de organização social ou estruturação do Estado enquanto no segundo caso, como muito bem assinalou em 1928 Fernando Pessoa, na sua Defesa e Justificação da Ditadura militar, as forças armadas intervieram no cumprimento do seu dever de acabar com o impasse da sociedade, e garantir a função primordial do Estado que é estabelecer a Ordem e uma autoridade com competência para a executar, criando assim condições de vida dos cidadãos e do funcionamento das instituições, ou seja do Estado.

É evidente que muitas peripécias se desenvolveram após o golpe do 25 de Abril, designadamente, por um lado, com a fácil infiltração dos movimentos políticos que, por impulso exterior, apenas pretendiam substituir-se no topo da hierarquia da organização política para cumprir objectivos alheios e internacionalistas e, por outros lado, e como reacção a essa tentativa conservadora dos partidos comunistas, a reposição de uma ordem diferente, assente na expressão livre da vontade popular, isto é, a fixação de um sistema democrático.

Mas esta evolução, sendo estranha aos militares que organizaram o golpe do 25 de Abril, criou uma dinâmica revolucionária que se prolongou no tempo e que, vencidas as primeiras tentativas de travar a restituição do exercício do poder ao povo, haveria de culminar no afastamento dos revoltosos para a sua função exclusiva de garantes da Ordem, e entrega das funções de organização do Estado e funcionamento da sociedade, segundo os modelos exclusivamente por ele escolhidos, ao único titular legítimo do poder político: o povo.

Devolvido o poder, não é compreensível sobre quais os restos dele os militares se julgam donos.

Não se percebe, passados tantos anos de estabilidade democrática, como é que aqueles militares agregados numa qualquer associação, ainda se julguem titulares, ou, pelo menos, com direitos especiais sobre o sistema político português, isto é sobre o Estado, ou melhor, sobre o povo, sem se sujeitarem ao voto popular, alheios ao juizo e às opções do povo.

Estão remotos os tempos de Fernando Pessoa e das circunstâncias sociais que o levaram a defender a pertinência e a permanência da ditadura militar estabelecida em 28 de Maio de 1926 .

E já ninguém adere aos ideais do Partido Comunista que, julgando-se a vanguarda de uma classe titular, exclusiva e exclusivista de poderes naturais, conferidos por um proceso evoluconista que lhe terá sido benéfica, de organização e comando da sociedade, continua a defender os efeitos maléficos de um modelo político assente em eleições gerais e sufrágio universal, isto é, determinado pela vontade periodicamente e livremente expressa por todo o povo.

Por isso, parece tempo de os chamados militares de Abril se conformarem à democracia e, se se acham aptos a participar politicamente e disso têm vontade, só têm um caminho que lhes garanta o prestígio doutros tempos e a dignidade pessoal, profissional e política: renunciar aos privilégios de há 40 anos, usar os mecanismos democráticos de intervenção política, apresentar- se perante o povo, mostrar os seus reais ideiais, sujeitar-se ao voto popular, e, se o povo os quiser na política e os escolher, combater com as suas ideias nas instituições, em particular no único orgão que representa todo o povo, na Assembleia da República.

Fora disto, revelam sinais de que a doutrina de Pinochet está activa em Portugal mas, pela sua impreparação e impotência, apenas mostram infelizes e ociosas frustrações de tentação totalitária.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

À espera da Carlota

Adoeceu, coitada, a minha pata.


É uma pata «marreca», uma simples e simpática Carlota que vivia livre, com espaço para nadar e grasnar à vontade, no meio de uma sociedade animal organizada segundo as suas próprias leis, o direito natural.

Tudo era normal, naquela anormalidade natural.

Não havia leis escritas mas a natureza criou a sua própria hierarquia, com um magistrado e o seu poder comando.

O magistrado é um pato mudo que mais parece um perú, grande, sempre de popa eriçada, a soprar comandos que ninguém ouve mas todos percebem, sempre a pôr na sua ordem todos os outros.

E os outros são a companheira, a pata muda, que aproveita a força da sua condição, para bicar todos os outros, sempre que pode, quando o magistrado está perto.

Mas o magistrado também lhe «ralha», também lhe sopra ameaça de castigo quando percebe que ela está a querer passar além da sua condição.

Às vezes andam todos zangados.

O pato mudo, dominante e vilão, ataca todos e sacrifica todas ao seu domínio.

A companheira, ataca todas as outras e dá umas bicadas no manso pato real quando este está dominado pelo «vilão».

O pato real, o manso Pio que, apesar de tudo, não é «flor que se cheire», diverte-se com a sua companheira, a Vitória, mas também quer «mordiscar» a outra pata muda, a Nini, que se juntou ao grupo para acalmar a ferocidade do magistrado, o vilão que quer comandar todos.

E até a Nini, que ainda agora chegou e quase devia estar a leite materno, gosta muito de atirar uma bicada à pobre Carlota, quando a apanha distraida e sempre com a sombra do poder por perto.

Só a Vitória parece indiferente a tudo isto.

Nada alegremente nas águas do lago comum, mergulha como ninguém e passa o tempo com o «rabo no ar» a vasculhar o fundo do lago, corre como uma louca pelos campos fora, sempre a grasnar como se tivesse uma «cana rachada» na garganta, põe ovos às escondidas, sem ninguém ver, em belíssimos ninhos improvisados.

Não larga o seu companheiro e nunca ninguém lhe viu um gesto ameaçador.

É a amiga, que recebeu sem condições, da pobre Carlota, a infeliz doente e prostrada pata marreca, coxa, incapaz de se deslocar fora de água.

O primeiro suspeito da causa da doença da Carlota foi o vilão, o Tmé, que talvez tivesse dado uma coça na Carlota, só por vício, só para mostrar que manda, só por mero prazer de bater nos ingénuos e bons camaradas.

Na cidade mais próxima, o Hospital Veterinário, onde o direito da natureza parece pouco importante e que se rege pelo direito legislado e pelas conveniências dos que «têm», não quer saber destes «bichos» de condição inferior.

Não trata de aves e presume-se que só atende animais de grande porte e óbvio potencial económico.

Mas o mundo não acaba ali, naquela escola da grande medicina para o grande animal.

Muito perto, numa pequena vila, lá estava um consultório veterinário que recebeu com emoção a pobre e infeliz Carlota.

Aqui a ordem estabelecida só distingue direitos, naturais e os legislados também … e a Carlota foi atendida, diagnosticada e medicada, isto é, tratada com toda a dignidade!

… E até o suspeito vilão, o Tomé, acabou por ser inocentado da suspeita de ataque – fez-se justiça, talvez!

Quatro dias de anti-inflamatorio, antibiótico e vitaminas administradas via oral, com o apoio de uma pequena seringa que funciona como biberão, tudo em doses rigorosamente calculadas, e «internamento» na casa do dono, afastamento da selva do lago e aconchego dos abrigos comuns e dispersos.

E a pobre Carlota lá está, em convalescença, talvez à espera de poder voltar a nadar, andar, ser debicada e passar a debicar as outras, talvez com enormes saudades dos alegres grasnares e passeios à volta de lago, com a sua amiga «real», a «simplória» Vitória, a tal que só sabe isso mesmo, ser amiga e não se meter na vida dos outros.

Mas a Carlota vai ter que saber: todos os outros, o vilão que manda, a preferida do vilão que também gosta de impôr a força do companheiro, a Bia, a jovem, inocente e vaidosa Nini que aproveita a sorte de pertencer à raça do vilão e da companheira, o vistoso e queixinhas companheiro da Vitória, o «real» Pio … todos eles, sem excepção, todos eles esqueceram os seus pequenos e efémeros poderes, deixaram o lago e a vastidão dos campos, para se concentrar à porta da casa do dono, tristes e sem reclamações, à espera, talvez, de notícias sobre a saúde da Carlota.

Porque é isso mesmo, e só isso, o que conta agora para eles: o bem estar da doente e a sua recuperação, o regresso da voz grossa mas sinfónica da sua companheira de aventuras sem fim, na água ou debaixo das larajeiras à caça de pequenos bicharocos, a volta da Carlota!

… Talvez, talvez no futuro, todos percebam que não vale a pena a discriminação, a violência, a afirmação pela força dos fortes, a replicação do poder pelos intermédios menos fortes, a pequena traição bicada pela calada – talvez eles todos queiram imitar a Vitória … e viver em comunidade, em paz e alegria!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PSD vai imitar Sócrates?

Ontem assisti na SIC Notícias a um debate entre duas deputadas.


Uma, do PS, igual a todos os PS’s: está tudo mal, connosco isto seria o paraiso !?

Quanto à outra, a deputada do PSD, parece que precisa de um «banho de rigor e afirmação de personalidade».

A propósito da suspensão da simples faculdade de pedir a reforma antecipada, a deputada do PSD veio justificar a omissão de prévia propaganda com uma tese estranha de «deficiências de comunicação».

Até parecia que estávamos a ouvir Sócrates ou algum dos seus «ajudantes»!

Não seria mais adequado à cultura PPD deixar-se de rodeios, recordar que entrámos no ciclo de governar com rigor e afirmar claramente o que estava em causa?

Até porque toda a gente já tinha percebido!?

Em primeiro lugar, não há qualquer quebra de apoios sociais: o pedido de reforma antecipada não é um direito mas uma simples faculdade, sujeita à devida autorização, concedida a trabalhadores – direito é passar à reforma quando se atingem as condições de tempo de trabalho e idade determinadas na lei!

Em segundo lugar, o procedimento normal legislativo foi respeitado: o ministro da tutela tomou a iniciativa, o Conselho de Ministros discutiu e deliberou, o Presidente da República promulgou o diploma legal e o Diário da República publicou.

Nada foi feito às escondidas: a comunicação pública que a lei exige, não é em comunicados nem em quaisquer jornais ou revistas nem nas TV’s, mas através da publicação em Diário da República – e isso foi feito.

Tudo normal, portanto!

Quanto ao resto, nada custava à deputada do PSD ter afirmado, sem rodeios, que o rigor formal da medida tomada veio garantir o pagamento das reformas a quem tem o direito à reforma e a sustentabilidade da Segurança Social e que a omissão de propaganda prévia teve como fundamento prevenir antecipações assegurando o efeito prático da deliberação do governo – além de que, já ficámos todos fartos, nos tempos dos governos socialistas, de propagandas prévias!

A deputada do PSD até faria um trabalho mais apropriado, já que aceitou falar desta questão, se trouxesse algumas estimativas sobre a quantidade de trabalhadores que pediriam a reforma antecipada, e respectivos custos financeiros para o Estado e ineficiências na organização do mercado de trabalho, se a referida suspensão de autorização de reformas antecipadas tivesse sido anunciada antes da sua entrada em vigor.

Foi triste a prestação daquela deputada do PSD ... e nada correspondente à cultura de rigor, assunção de responsabilidade e de transparência dos tempos que correm!

O Dia Feliz da Oposição

Há muito tempo que não via a oposição tão contente.

O governo enganou-se, Viva a República!

Nem foi bem o caso de o primeiro ministro se ter equivocado.

A suprema alegria foi o ministro das Finanças ter metido os pés pelas mãos nesta matéria tão trivial que não passa de erro numa simples consulta de um calendário.

Ora, toda a gente dissse sempre que a suspensão do pagamennto dos subsídios de Natal e férias decorria enquanto durasse o programa de assistência da troika.

Depois, alguns acrescentaram que a reposição ocorreria em 2014.

Mas o que conta para as contas é a informação, claríssima e sobre a qual nunca houve dúvidas nem contradições entre ninguém, de que só voltava a haver subsídios depois de terminar a intervenção do FMI e da União Europeia.

Lapso, portanto, porque não bate a bota com a perdigota, naturalmente.

É elementar: uma coisa é a vigência de um Orçamento de Estado outra coisa é o tempo em que ele é elaborado, discutido e aprovado.

Bastava ter olhado para o calendário ... e ninguém olhou!

Mas isso não interessa.

O importante é que o ministro Gaspar enganou-se!

E, só por isso, a oposição teve um Dia Feliz!

Viva a República!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Passos Coelho; Pressões sobre a TVI e Aviso Geral

Não, parece-me que as TV’s percebem «as coisas».

Percebem muito bem o que ouvem … mas não querem ouvir o que ouvem.

A questão é que preferem manipular tudo o que ouvem.

O Primeiro Ministro dissse o óbvio: neste momento, a previsão do governo é a de que não são precisas mais medidas de austeridade e é isso que consta no Orçamento de Estado rectificativo mas, com seriedade, ninguém, e ele também, jamais poderá afirmar, categoricamente, que até ao final da intervenção da Troika não será necessário determinar medidas de austeridade adicionais, se as actuais circunstâncias de conjuntura externa se alterarem.

A notícia, divulgada com insistência pelas TV’s, é a seguinte: Passos Coelho não garante que o governo não aplicará medidas de austeridade adicionais!

Imagino o que as TV’s concluiriam se Passos Coelho dissesse: « … o tempo aqui está bom mas, se chovesse aqui, a gente molhava-se»!

Ou se dissesse à entrevistadora da TVI: « … a senhora está bem de saúde mas pode garantir-me que, no próximo inverno, não «cai na cama» com uma gripe, entra em baixa médica e, durante uma semana, a sua produtividade será zero»?

Que grandes títulos não se arranjavam!

Por exemplo, a TVI diria: «… o Primeiro Ministro emitiu um aviso geral para que toda a gente comprasse chapéus de chuva … e os usasse»!

E logo a SIC repetiria a mesma notícia mas acrescentaria: « … e, entretanto, o Primeiro Ministro acusou a jornalista da TVI de sabotar a economia nacional durante uma semana, tendo o líder da oposição António José Seguro acusado Passos Coelho de exercer pressões ilegítimas sobre a informação da TVI»!

Este é o nível a que chegou o jornalismo das TV’s!

… Mas, olhem, também me apetece … e digam lá o que é que o título deste post tem a ver com a realidade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Porque é que dão confiança aos comunistas ?

O estranho nisto tudo, nesta conjuntura política como agora se diz, é que ninguém parece saber com quem está a lidar quando leva a sério, ouve e responde ao PC, na rua, nos jornais e na TV, na Assembleia da República, nas reuniões de concertação social, sempre e em todo o lado.
O PC tem um programa político, aplicável em qualquer parte do planeta.

Os comunistas preconizam a dissolução da União Europeia do mesmo modo que combateram a CEE.

Lutam pela extinção da NATO.

São contra eleições gerais e o voto popular livre, universal e secreto porque entendem que povo não atingiu ainda o estado de consciência política suficiente para se confrontar com a classe operária.

O PC é contra o sistema de partidos – a classe operária está organizada no partido único, o Partido, que se confunde com o Estado, e todos os outros partidos seriam dissolvidos, com excepção, talvez, de alguns apêndices à direita, como os Verdes ou, à esquerda, como determinadas facções úteis e colaborantes do Bloco de Esquerda.

É óbvio que não aceitam a existência de um presidente da República eleito livremente por todos os cidadãos, porque é à classe operária, organizada no Partido, que compete representar o Estado através de um seu mandatado.

O PC jamais aceitará a existência de uma assembleia parlamentar, pluralista e com poderes legislativos, porque essa função do Estado está reservada à élite do povo, a classe operária, reunida no comité central do Partido.

O PC é contra a liberdade individual e a iniciativa privada porque estas são os pilares do capitalismo e o sustento da burguesia.

O homem será livre, apenas e só, para cumprir as decisões do colectivo, da direcção do Partido, que criará forças policiais omnipresentes com competência e recursos operacionais para regular e controlar toda a vida em sociedade.

As artes, como a literatura, o teatro e o cinema, a música, as artes plásticas e a fotografia, são instrumentos do Partido, são financiadas pelo Estado e só se justificam se estiverem ao serviço dos superiores interesses da propaganda do Estado e do desenvolvimento da revolução, designadamente da formação da consciência colectiva, política e revolucionária.

O pluralismo na comunicação social e todos as outras formas de livre expressão do pensamento, como conferências, colóquios e prédicas de natureza religiosa ou outras, têm de ser proibidas porque são meios de corrupção intelectual e degradação da pureza revolucionária impulsionada pela classe operária, isto é pelo Estado, ou melhor, pelo Partido.

O PC acabaria com todos os sindicatos e comissões de trabalhadores, porque os trabalhadores que não são intervenientes reconhecidos e activos mas meros aderentes à dinâmica da direcção do Estado imposta pela superior classe revolucionária, a classe operária.

Todo o sindicalismo, incluindo as comissões de trabalhadores, seriam substituidas por comissões administrativas agregadas numa única Central, nomeadas pelo Partido, a única instituição que garante a superior forma de organização da classe operária.

Os comunistas defendem a nacionalização total da economia e não se conformam com a existência de bancos, propriedades agrícolas e todas as outras empresas privadas que são meros instrumentos de exploração dos trabalhadores pelo capital e de apropriação das mais valias do trabalho.

Para os comunistas, é pura perda de tempo estas discussões entre partidos sobre projectos de crescimento económico e legislação do trabalho porque o instrumento único do funcionamento da economia é um Plano, apresentado por uma comissão do comité central do Partido, e de preferência quinquenal e, aos trabalhadores, só compete cumprir com zelo e sem discussões, os objectivos da produção nele determinados.

Ora, o nosso mundo, o da democracia, é totalmente diferente e, mesmo, antagónico.

Por isso, qual o interesse em levar a sério e responder aos comunistas?

Porque não mostrar-lhes, sempre, as nossas diferenças e, apenas, deixá-los falar… sem perdas de tempo?

… Pois, se eles ainda por cima, são ordinários, insultuosos e mal educados … ?

domingo, 25 de março de 2012

O PS de Seguro é mais engraçado do que o de Sócrates

O PS de António José Seguro ainda é mais «engraçado» do que o PS de Sócrates.

Ouvi-o ontem, num encontro de jovens do PS mas só se vi gente de meia idade a ouvi-lo na sala de espectáculos.

Comecei por ficar perplexo mas logo «desatei a rir que nem um perdido».

O PS de Sócrates mandou vir a Troika e o PS de Seguro quer mandar embora a Troika.

O PS de Sócrates assinou um compromisso com a Troika, o PS de Seguro quer acabar com o compromisso com a Troika.

O PS de Sócrates acabou com escolas em várias terras, o PS de Seguro quer pôr escolas nas mesmas terras.

O PS de Sócrates acabou com centros de saúde e urgências em várias terras, o PS de Seguro quer pôr centros de saúde e urgências nas mesmas terras.

O PS de Sócrates pôs as empresas na falência, o PS de Segurou quer dar dinheiro às empresas que o PS de Sócrates pôs na falência.

O PS de Sócrates pôs as pessoas no desemprego, o PS de Seguro quer dar dinheiro aos mesmos desempregados.

O PS de Sócrates pôs as autarquias na indigência financeira, o PS de Seguro quer dar dinheiro e mais competências às autarquias.

O PS de Sócrates desertificou o interior do País, o PS de Seguro quer dar mais dinheiro e pessoas ao interior do País.

E por aí fora.

Isto é: o PS de Sócrates «deu cabo» de Portugal, o PS de Seguro quer pôr os portugueses a pedir esmola à porta das igrejas.

Farto-me de rir de cada vez que ouço este PS de Seguro!