Até quando?

... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?

domingo, 7 de março de 2021

CAVACO SILVA PROPÕE ESTRATÉGIA DE PODER

PRIORIDADE DO PSD É VOLTAR AO PODER

(À atenção do PSD e Rui Rio:
«A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO GOVERNO NÃO ESTÁ SUSPENSA»
Cavaco Silva é a maior referência nacional da social democracia e do PSD. Nunca renunciou às suas convicções e jamais cedeu ao poder instalado em troca de benefícios políticos ou de natureza pessoal.
Para Cavaco Silva, a prioridade do PSD é voltar ao Poder. E as tarefas a que os sociais democratas se devem ocupar são “denunciar erros e omissões, violações das regras do Estado de Direito, falhas de respeito pela independência do poder judicial e tentativas de amordaçar a democracia por parte do poder socialista”. “Trata-se de defender políticas alternativas adequadas para resolver os problemas do país”.
Com coragem e particular presciência, o líder da social democracia portuguesa enfrentou e venceu inúmeras crises no seu partido e no País. Nunca hesitou na escolha das políticas que garantiram mais dignidade interna e externa ao Estado, desenvolvimento e progresso social, modernidade e estabilidade política.
Após mais de vinte anos na condução política de Portugal, Cavaco Silva não gosta do que vê. Vive angustiado com a mordaça que comprime a democracia e tem vergonha.
Cavaco Silva tem vergonha dos números recentes da pandemia, que colocaram o país como “recordista” de mortes por milhão de habitantes e considera que Portugal vive “numa situação de democracia amordaçada”.
DEMOCRACIA
AMORDAÇADA
“É surpreendente a frequência com que ouvimos e lemos notícias que nos deixam com uma certa ideia de que o país se encontra numa situação de democracia amordaçada”.
Cavaco Silva atacou duramente o governo numa palestra para mulheres militantes do PSD, salientando falhas na gestão na pandemia, na relação com as entidades independentes e, até, no processo de construção europeia. Segundo o antigo Presidente e Primeiro Ministro, Portugal poderá ser ultrapassado por todos os países da zona euro em poucos anos.
SNS FRAGILIZADO
Cavaco falou de um Serviço Nacional de Saúde “fragilizado por decisões erradas e graves” por parte do “Governo da geringonça”. “Respira-se um sentimento de resignação relativamente às autoridades responsáveis pela gestão da crise pandémica. Mas não podemos deixar de sentir uma certa vergonha ao ver Portugal como recordista em número de mortos por milhão de habitantes, como aconteceu há poucas semanas”.Por outro lado, salientou que o processo de vacinação parece estar “agora a correr bem”.
Cavaco Silva elogiou o deputado e médico do PSD, Ricardo Baptista Leite, considerando que “tem falado com uma autoridade e clareza que tem gerado evidente incómodo” nos governantes.
EMPOBRECIMENTO
IMPUNIDADE DO GOVERNO
Cavaco Silva alertou que, se o tempo pandémico pode ser de “suspensão da normalidade”, o escrutínio do Governo não pode parar. “O escrutínio do Governo não está suspenso, a prestação de contas não está suspensa, a democracia não está suspensa, não pode estar suspensa”; “os erros têm de ser apontados e as alternativas evidenciadas”.
“O empobrecimento relativo” do país em relação aos outros Estados membros da União Europeia, é uma consequência da “deterioração da qualidade da democracia a que a geringonça conduziu o país”. “É chocante o sentido de impunidade que irradia de algumas atitudes e comportamentos do actual Governo”.
Como exemplos, Cavaco aludiu à acusação de alguns governantes - incluindo o primeiro-ministro - de que quem critica o Governo são “antipatriotas que promovem campanhas internacionais contra Portugal”, mas também outras polémicas recentes, como a indicação de um nome para procurador europeu diferente do que tinha sido escolhido pelo júri internacional.
A não-recondução quer do ex-presidente do Tribunal de Contas Vítor Caldeira, de quem destacou a “integridade e competência”, quer da anterior procuradora-geral da República Joana Marques Vidal, a quem elogiou a “imparcialidade e dinâmica” que trouxe à investigação criminal, foram outros dos exemplos apontados pelo ex-Presidente da República. “A isto se juntam tentativas de controlo e desqualificação e desrespeito das entidades independentes da nossa democracia, como Banco de Portugal, Conselho das Finanças Públicas, UTAO ou CReSAP, entre outros”, disse, apontando ainda notícias recentes que dão conta da “falta de transparência do Orçamento do Estado”.
PORTUGAL:
DEMOCRACIA COM FALHAS
Cavaco Silva alertou que episódios como este já “ultrapassaram fronteiras”, e disse ter lido com “imenso desgosto” na revista The Economist que Portugal tinha passado da lista dos países de democracia plena para o grupo de países “com democracia com falhas”. “Numa altura em que nos aproximamos do cinquentenário da Revolução do 25 de Abril, devemos ficar muito preocupados com estes sinais de democracia amordaçada divulgados pela comunicação social, que manifestamente não fazem justiça aos que se bateram por uma democracia plena do tipo ocidental em Portugal, a começar por Francisco Sá Carneiro e Mário Soares”.
ADVERSÁRIO DO PSD
É O GOVERNO
O ex-Presidente da República defendeu ainda que, para voltar ao poder, o PSD terá de conseguir atrair “eleitores que votaram PS” no passado, aconselhando os dirigentes sociais-democratas a evitarem falar sobre “outros partidos”.
“Em minha opinião, o ponto central duma estratégia que possa ter sucesso é a identificação do adversário político do PSD. Parece-me claro que o adversário político do PSD é o actual Governo e o partido de que ele emerge, havendo que não dispensar esforços em relação a qualquer outro partido”.
Para o antigo primeiro-ministro, a tarefa do PSD passa por “denunciar erros e omissões, violações das regras do Estado de Direito, falhas de respeito pela independência do poder judicial e tentativas de amordaçar a democracia por parte do poder socialista”. “Trata-se de defender políticas alternativas adequadas para resolver os problemas do país, mas nunca recorrendo a insultos, respeitando sempre as regras da boa educação”, afirmou, salientando que a luta política faz-se “entre adversários e não entre inimigos”.
ATRAIR ELEITORES
ESCAPAR A ARMADILHAS
Para Cavaco Silva, o objectivo principal da social-democracia tem de ser “atrair eleitores que nas últimas eleições votaram no PS”. “Sem isso, o PSD não conseguirá liderar uma mudança de governo”.
Para tal, o antigo primeiro-ministro chega mesmo a aconselhar os dirigentes sociais-democratas a evitar “múltiplas perguntas sobre outros partidos políticos”, considerando que têm por objectivo “impedir que eleitores que no passado votaram PS se sintam inclinados a voltar à área social-democrata”.
“É fundamental não cair nessa armadilha, seria importante que esta Academia desse formação às mulheres sobre como não responder a uma única pergunta que lhe seja dirigida sobre os outros partidos, quaisquer que eles sejam”.
AS MAIORIAS ABSOLUTAS
E A VIA REFORMISTA
O antigo primeiro-ministro sublinhou que foi pela “via reformista e gradualista” que o PSD conseguiu gerar maiorias absolutas e, além do fundador Francisco Sá Carneiro, apenas nomeou outro ex-líder do partido, Pedro Passos Coelho, destacando a sua tarefa “de resgaste da bancarrota a que o Governo socialista conduziu o país”.
“A crise de identidade que afecta tantos partidos não se coloca no PSD, que não precisa de ser nem de direita nem de esquerda”, defendeu, considerando que essa dicotomia está ultrapassada na qualificação de governos da União Europeia. “Há que afirmar a social-democracia como a melhor alternativa para Portugal e ir buscar as melhores e os melhores para servir Portugal com competência, verdade e seriedade”.
PARTIDO INTERCLASSISTA
Nos poucos minutos que dedicou exclusivamente ao tema das mulheres, Cavaco Silva disse que têm contribuído para fazer do PSD “um partido interclassista, vivo e exigente, com clareza de princípios e de posições”. Recordou a intervenção que fez no primeiro encontro das MSD, em 1987, e considerou que se registou algum avanço na participação feminina durante os seus governos (em que teve 12 mulheres, três delas ministras). “Certamente, aquém do desejável”, admitiu, reiterando ser importante “reforçar a voz feminina na política”
Pode ser uma imagem de 1 pessoa
Berta Amaral, Aida Estrela e 4 outras pessoas
52 partilhas

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

EU VOTO ANDRÉ VENTURA

 Sou social democrata, militante do PSD desde Agosto de 1974, de esquerda, reformista e defendo intransigentemente a Vida, a Liberdade e a Igualdade de Oportunidades.

Não sou de direita o que nunca me impediu de apoiar coligações do PSD com a direita ou personalidades de direita e independentes não socialistas ou comunistas.
Em 1976, respondi a mais uma orientação de Sá Carneiro e aderi entusiasticamente à candidatura presidencial de Ramalho Eanes assumindo a responsabilidade dos tempos de antena para o meio Rádio. Em 1986, não hesitei perante o apelo do PSD e integrei-me de corpo e alma na candidatura do líder da direita, Freitas do Amaral, como responsável do gabinete de imprensa e, apenas na primeira volta, dos tempos de antena para o meio Rádio. Hoje, não há apelo nem opção do PSD para uma candidatura, apenas uma singela indicação, ao lado da direcção do PS, de Marcelo como escolha, sem alma, opção administrativa, burocrática ignorando todo o passado de Marcelo como muleta de Costa.
Apoio a Marcelo está fora de causa pela inutilidade pública que se revelou nos últimos anos e, sobretudo, pela sua opção pelo apoio ao PS e seus aliados comunistas e traição aos deveres de objectividade, isenção, responsabilidade. Marcelo tornou-se no panfleto ambulante de Costa e constituiu-se como a unidade volante de serviços paliativos de Costa que, por variadíssimas vezes nos últimos cinco anos, o superior interesse do Estado exigiria que fosse demitido.
Pelo perfil da sua personalidade, dignidade e respeito pelo Povo com que tem conduzido a sua campanha, pela sua elevada inteligência e saber eu decidi votar em André Ventura. O meu voto é pelo André Ventura mas é, também, um voto contra a miserável contra-campanha que lhe tem sido dirigida por meia dúzia de ciganos e a totalidade dos seus cúmplices comunistas, jornalistas, apresentadores, comentadores de TV e os próprios órgãos de comunicação social, todos absolutamente destituídos de dignidade pessoal e profissional.
Voto, mais uma vez, numa personalidade que representa uma parte substancial da direita mas continuo a pensar e agir à esquerda, como uma singela base social democrata que jamais teve dúvidas quanto ao PSD e à social democrata.



Pode ser uma imagem de em pé e texto que diz "17:16 ANDRÉ VENTURA ALERTA CM notícias CONFRONTOS EM CAMPANHA"

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

É PRECISO ORGANIZAR

A LUTA CONTRA A PANDEMIA DA PANDEMIA

 A pandemia não será eterna e aproxima-se o tempo da análise política da performance do governo Costa, da situação em que o PS deixa o País sob os pontos de vista da economia e social e, em especial, a análise da condição do PSD para liderar a mudança e reconstrução.

É cada vez mais premente que, no seio do PSD profundo, se comece a pensar no futuro. Tarefa árdua, talvez como nunca, dada a trágica herança de Rui Rio. A inacção do PSD deixou espalhar uma enorme confusão sobre a natureza e objectivos do partido pelo talvez seja preciso, até, começar pelo princípio: quem somos e o que somos?

O PSD nunca se confundiu com a direita mas nunca teve dificuldade em atrair para os seus projectos a direita portuguesa. Não é um partido de direita muito menos a direita. Adversário e concorrente do PS, o PSD rejeita o marxismo e renega qualquer possibilidade de aliança com o PS. As vagas experiências de acordos com o PS revelaram-se desastres para a economia e democracia portuguesas e mostraram bem a incompatibilidade cultural e politica entre PSD e PS. O sucesso do governo de Passos Coelho e a indigência económica, social e institucional dos últimos cinco anos demonstram bem esta incompatibilidade.

Que política de alianças deve o PSD começar a preparar e testar perante o Povo?

Com Francisco Sá Carneiro, o PSD soube liderar uma coligação democrática do mais amplo espectro. A Aliança Democrática reuniu a esquerda não marxista e o centro esquerda do próprio PSD, a esquerda democrática de origens marxistas com os dissidentes do PS, os Reformadores de António Barreto e Medeiros Ferreira; os tradicionalistas do ruralismo e conservadores do Partido Popular Monárquico, de Ribeiro Telles; o CDS, representante da direita e centro direita, sob a liderança de Freitas do Amaral e Amaro da Costa. Mereceu a maior adesão e apoio e suscitou a grande esperança nacional de mudança em progresso económico e social.

Com Cavaco Silva, dada a desorganização e desmantelamento da direita, o PSD assumiu a sua natural característica e vocação frentista e liderou sozinho, e com o maior sucesso, um projecto social democrata, humanista e progressista. A social democracia absorveu a direita e uma parte não negligenciável do espectro marxista num projecto que durou vinte anos e gerou as mais amplas maiorias absolutas para o Governo ou para a Presidência da República.

Com Passos Coelho, o PSD liderou uma coligação que reuniu a direita e o  centro direita com o CDS com a esquerda democrática e centro esquerda representados no PSD. Esquerda democrática, não marxista, sem preconceitos aliada à direita e ao centro direita, uma coligação natural, com resultados admiráveis: governo de legislatura a recuperar Portugal da bancarrota deixada pelo PS e vitória eleitoral na legislatura posterior à crise.

Valerá a pena revogar a estrutura ideológica do partido só por causa de modas, campanhas desinformadoras do inimigo, ou preconceitos pessoais e ideológicos de alguns? Como disse Sá Carneiro, «O P.P.D. é por definição um partido para o povo. Pela ideologia e pela composição ideológica dos seus aderentes, o P.P.D. é um partido que não pretende representar nenhuma classe contra as outras».

E o Povo sempre correspondeu com entusiasmo e apoio a este PSD com ideias e políticas próprias, humanista e interclassista, democrático, reformista e progressista construído por Sá Carneiro. Respeitemos a nossa História!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

A CRISE ... OUTRA VEZ

 CELITO E AS DESIGUALDADES AGRAVADAS BRUTALMENTE


Marcelo em modo autocrítico.
Ele acha que devem dominar os debates temas como «a crise económica e social aprofundada» e a «superação dos fossos, das diferenças e desigualdades económicas que se agravaram brutalmente».
Pois foi, oh! Celito, com o governo anterior, chefiado por Passos Coelho, a bancarrota socialista estava encerrada, a Troika chamada pelo PS de Sócrates e Costa já tinha sido mandada embora com os devidos agradecimentos, Portugal já entrara em ciclo de crescimento … Depois foi a tragédia outra vez! O PC de 3, picos por cento aconselhou e Costa fez o golpe contra a vontade popular! Os derrotados em eleições juntaram-se e o resultado desta aliança de cinco anos entre socialistas e os comunistas ortodoxos e os maoistas do blocozinho deu nisto: crise económica e social e desigualdades brutalmente agravadas.
Oh! Celito, tem toda a razão.
Uma desgraça esta governação socialista/comunista! Crise, fome, sopa dos pobres, sem-abrigo, hospitais e centros de saúde inacessíveis e sem recursos, desemprego, indiferença da Segurança Social, o custo de vida a subir e os rendimentos a diminuir, gastos milionários em propaganda – oH! Celito, é verdade, tudo isto a subir e as condições de vida a baixar! Uma desgraça! Mas, também e aqui para nós, diga-se baixinho para ninguém ouvir, oportunidades para repôr a «normalidade» democrática não lhe faltaram … que o Costa até foi perdulário nisso. Mortos por incúria, os incêndios de Pedrogão, a rábula da CGD, as inundações, e agora o Cabrita e o SEF, oH! Celito, eu sei lá, foram tantas e tamanhas as ocasiões em que o primeiro ministro devia ter sido demitido e substituído, que nem as conto! E não foi. Costa continuou em roda livre e alta velocidade a gerar crises onde não existia crise e a agravar a crise onde já havia crise! Por isso, aqui não há alternativa: este governo é, sobretudo, o governo Celito!
Portanto, a crise social e o agravamento brutal das desigualdades têm uma marca: Celito.

domingo, 20 de dezembro de 2020

ONDE APLICAR OS RECURSOS?



                                                         

A LINHA COERENTE DA SOCIAL DEMOCRACIA
Vem isto a propósito dos milhões para a TAP e do endividamento por muitos anos das gerações futuras …
Pois, é isto mesmo. A social democracia é assim. Justa e racional distribuição dos recursos, sempre escassos pela sua própria natureza. Onde aplicar recursos? Em vaidades ideológicas com proveito para meia dúzia ou em serviços para a esmagadora maioria, a melhoria das condições de vida de um Povo que não usa avião mas frequenta o hospital, coloca o filho na escola e tem emprego em fábrica à beira de falência.
TIRAR DA SAÚDE E DA ESCOLA
PARA DAR À TAP FALIDA
Passos Coelho veio e declarou com convicção:
"O Estado prepara-se, se em Bruxelas obtiver autorização, para canalizar o que lhe falta na saúde, na educação, na ciência ou na ajuda à economia, para injectar na TAP redimensionada com milhares de despedimentos inevitáveis, menos aviões e menos actividade sem, no entanto, explicar ao País que apenas o fará porque reverteu uma privatização que vários governos procuraram realizar e só um realizou».
Esta, é marca da social democracia, valores da esquerda que vale a pena, não colectivista, da esquerda democrática que elege o Homem como o centro nevrálgico da vida e do desenvolvimento da sociedade.
CAVACO SILVA:
IGUALDADE E ACESSO À SAÚDE
Já antes Cavaco Silva assumira um compromisso solene:
(…) a promoção da solidariedade e justiça social, a igualdade de oportunidades, o acesso aos cuidados de saúde, a concertação social, a generalização do acesso à cultura e a protecção do ambiente» - foram estes «os princípios que muito influenciaram a acção dos meus governos».
Cavaco Silva não esconde a sua inspiração nos princípios e valores da social democracia revelados, em Portugal, por Francisco Sá Carneiro.
SÁ CARNEIRO:
PRIMERIO OS DIREITOS FUNDAMENTAIS
À SAÚDE, HABITAÇÃO E BEM-ESTAR DE TODOS
Dizia o fundador e referência permanente da ideologia e doutrina do PPD/PSD:
« A democracia social impõe que sejam assegurados efetivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem‑estar e à segurança social; exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva».
Em coerência desde a fundação, a social democracia portuguesa aponta numa direcção: primeiro a habitação, saúde, educação e emprego. Se sobrar, talvez um pouco para desperdícios …
São os supremos valores do PSD, a esquerda libertadora e reformista: Vida, Liberdade, Igualdade, dignidade de todos!

sábado, 19 de dezembro de 2020

A CHAPADA NO CHARCO

 PASSOS COELHO ARRASA GOVERNO


Passos Coelho quebrou um longo silêncio para criticar severamente as práticas e políticas do governo no horrendo crime do SEF e no financiamento da TAP.
Foi uma autêntica chapada neste charco de inação geral, neste ambiente social de faz de conta.
E, muito significativo, o antigo líder social democrata quebrou o silêncio em cerimónia de homenagem a Alfredo da Silva, o industrial que nunca dissociou a vida empresarial da função social das empresas. Ao criar o Império económico da CUF, Alfredo da Silva criou uma cidade, com hospital, escolas e creches, assistência social, desporto e comércio, tudo para fixar e apoiar os seus trabalhadores e as famílias.
Disse Passos Coelho:
"Depois de meses de incompreensível inação após os factos serem conhecidos e com a autoridade do Estado sèriamente abalada e a confiança nas instituições públicas beliscada, tudo tem servido para procurar disfarçar o indisfarçável: a superior dificuldade em admitir as falhas graves".
Passos Coelho salientou que, neste caso do SEF , não se actuou "prontamente, com diligência e sentido de defesa do interesse público" mostrando-se uma "incompreensível relutância em defender o Estado da fuga às responsabilidades dos seus dirigentes que antes preferem lançar o opróbrio injusto sobre toda a força de segurança em causa, nomeadamente apontando para o seu esvaziamento funcional em vez da simples e pronta assumpção de responsabilidades".
TIRA-SE DA SAÚDE
PARA DAR À TAP
Passos Coelho criticou severamente a política do governo para a TAP.
"O Estado prepara-se, se em Bruxelas obtiver autorização, para canalizar o que lhe falta na saúde, na educação, na ciência ou na ajuda à economia, para injectar na TAP redimensionada com milhares de despedimentos inevitáveis, menos aviões e menos actividade sem, no entanto, explicar ao País que apenas o fará porque reverteu uma privatização que vários governos procuraram realizar e só um realizou. Esta factura que o governo se prepara para endossar vai ser suportada por muitos anos por muitos governos e demasiados contribuintes a quem o Estado não vê, hoje, com respeito nem parcimónia".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

AS RAIZES DE ESQUERDA DO PSD

 A FICÇÃO COMUNISTA DA ESQUERDA/DIREITA

É velha esta tentação marxista de reduzir e dividir a sociedade entre esquerda e direita. É a terminologia comunista e socialista, convenientemente adoptada pelas TVS e outros agentes de propaganda marxista, estranhamente, aceite ou não esclarecida pela actual direcção e alguma militância informal do PSD.
Socialistas e comunistas vivem essa (e dessa) ficção de um dualismo serôdio e contraditório em que a alegada esquerda não é esquerda pelas suas práticas e a direita é maioritariamente de esquerda pela sua raiz sociológica e ideológica e pelas suas políticas e práticas.
Esta simplificação vem do advento da democracia. Desde a revolução, o PC identifica esquerda com democracia, arvora-se em vanguarda dessa «élite» e ousa mesmo convidar o primo afastado, o PS, para aderir à sua «democracia», à submissão a eles próprios.
O totalitarismo funciona assim: de um lado a «esquerda», do outro a «direita»; de um lado o paraíso, do outro a excrescência social, em vias de eliminação, pela sua própria natureza de excrescência.
É evidente que a expressão popular mostrou leitura completamente distinta. Os resultados das primeiras eleições definiram o centro político como o maior espaço eleitoral, estabeleceram na social democracia a sua ideologia dominante e consagraram o PPD como a a força titular, com maior potencial de crescimento a nível nacional.
Uma afronta dos cidadãos às tentações dirigistas dos comunistas!
A social democracia passou a «principal inimigo» dos extremos e a prova viva de que o dualismo esquerda/direita, mera ficção da contrainformação marxista, nada tinha a ver com a realidade sociológica e ideológica da sociedade portuguesa.
Com o PC à beira de extinção e a extrema esquerda no limite do seu potencial, o PS assume agora essa narrativa de divisão esquerda/direita, curiosamente com a adesão e aplausos da ingénua direita inorgânica e a expectativa da direita orgânica, eternamente interessada no emagrecimento e descaracterização política do centro.
SÁ CARNEIRO: O NOSSO ESPAÇO
Já Sá Carneiro avisava em 1975:
«A contestação do carácter social-democrático do nosso partido, por parte do PS, visa obter vago um espaço político, que é o espaço social-democrático. Na verdade, o espaço que ocupamos é muito claro, como clara é a nossa proposta social-democrata, quer em termos de programa, quer em termos de actuação, quer em termos de base social de apoio. Simplesmente, e na medida em que a social-democracia é a via que melhor convém ao nosso país, ela é contestada por forças como o Partido Socialista e o próprio CDS, que desejam ocupar, segundo parece já numa perspectiva eleitoralista, o nosso espaço próprio».
Mais tarde, Mota Pinto reafirmou o seu apego político ao centro declarando que Portugal era governável contra os comunistas; Sá Carneiro, mostrou a impotência marxista perante um centro agregador da direita democrática e da esquerda democrática, com a AD representada pelo PSD, o grupo dissidente do colectivista PS, os Reformadores, o CDS na direita e o PPM anti-regime e comunalista; e, mais tarde ainda mas em coerência, todos nos lembramos dos dez anos de maiorias absolutas do PSD com Cavaco Silva bem como a vitória em duas eleições sucessivas da PAF de Passos Coelho, a aliança da esquerda e da direita representadas pelo PSD e CDS.
A esquerda democrática e reformista, a Vida, Liberdade e Igualdade, alargou com anemia progressiva da «esquerda marxista», liderou o centro e neutralizou o colectivismo opressivo das correntes marxistas do PC e do PS.
CAVACO SILVA: UM PARTIDO INTERCLASSITA
A autonomia desta esquerda não colectivista, conteúdo do centro político, é representada pela social democracia e emerge da natureza fundadora do PPD/PSD. Como recorda Cavaco Silva citando Mota Pinto e Sá Carneiro, o PSD era «um partido interclassista com uma base de apoio que incluía operários, trabalhadores rurais e empresários, agricultores, comerciantes e funcionários públicos, artistas, cientistas e profissionais liberais, jovens e idosos, um partido que defendia «uma sociedade sem distinção de classes», como dizia Sá Carneiro». Maioritariamente gente que «subiu na vida a pulso»!
O PPD nasceu no centro, na esquerda sociológica de vocação e práticas reformistas com intenso sentido de libertação do homem e da sociedade. E até o próprio dualismo esquerda/direita terá contribuído como impulso reactivo para a autonomização política do centro. Não corresponde à realidade social de Portugal esse dualismo de origem marxista esquerda/direita. Só convém ao totalitarismo comunista e à direita eternamente interessada no desmantelamento e dissipação do centro.
O PARASITA E O HOSPEDEIRO
O PC extingue-se paulatinamente à medida que o centro cresce mas continua a orientar, fiscalizar e proteger o sucedâneo, o PS de Costa. Foi criação do PC a solução da geringonça como meio de afastar do Poder a vontade popular e vemos hoje, perante a grave crise do SEF, que os comunistas são a única força partidária que não reclama a demissão do ministro Cabrita. Não é certamente pelos olhos do Cabrita mas, sim, pela preservação do governo marxista, prevenindo fragilidades e crises de existência do governo, cujas políticas controlam via Assembleia da República.
Curioso mas perceptível, o velho hospedeiro do parasita PS alimenta-se hoje, exclusivamente do sangue do parasita! Por isso o PC não deixa esgotar o sangue do parasita!
O PC começou em democracia com 12,5 por cento em 1975 para acabar em 2019 com 6,3 por cento e um score de 3,95 por cento em eleições para a chefia do Estado. S´om governo do PS, e deste PS, assegura a sobrevivência do PC.
Tal como nos tempos de Sá Carneiro, o que assusta comunistas/socialistas e intimida a direita é a permanência do centro político forte e a sua consolidação como força activa e de convicções firmes … agregadora em coligações e alianças das correntes à direita que se mostrem necessárias à salvaguarda dos apetites do totalitarismo marxista.
Em conclusão: há o espaço do totalitarismo com o BE e PC; conservador marxista com o PS; esquerda democrática/centro com o PSD, direita com o CDS e o Chega e IL que oscilará entre a esquerda democrática e a direita. E não vale a pena socialistas e comunistas, todo o aparelho de contrainformação, TVS e ingénuos do costume esforçarem-se tanto que nunca conseguirão acabar com o centro e a classe média. Não conseguiram na Coreia do norte, em Cuba nem na antiga URSS! Não conseguirão na sociedade portuguesa.