Até quando?

... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

António Costa só fala do passado

Hoje sim, hoje foi um grande dia de grandes lições … apesar do grande desgosto pela requisição civil da TAP manifestado pela TVI da dona Constança e, em especial, do senhor Magalhães.

Primeira lição: requisição civil da TAP é um crime de lesa-pátria e uma solução contrária aos interesses nacionais em oposição à solução justa e patriótica que seria a militarização dos trabalhadores da TAP, conforme nos ensinaram os comunistas do PC – o Governo devia aprender com o PC a lidar com greves contra o Estado, isto é, contra todos nós!
Segunda lição: talvez porque, como lhe é habitual, António Costa não quer tomar posição e porque o PS doutros socialistas já soma no seu curriculum duas requisições civis contra a TAP, o PS de António Costa recusa-se a discutir publicamente a questão «requisição civil da TAP» porque só discute o caminho que levou até à requisição civil, isto é, o passado - o PS ensinou-me hoje que não se deve discutir o que hoje está em causa porque o que se deve discutir é o anterior como é que se chegou ao aqui de agora – o Governo devia aprender que não tem nada de discutir a actual austeridade mas sim a prática política do governo do PS de Sócrates que criou a necessidade de austeridade e levou à situação de hoje.

Duas lições a somar à constatação de que o Governo continua a governar, o Estado de direito não caiu ainda e que a Democracia se mostra cada vez mais consolidada, apesar de Pinto da Costa circular por aí cheio de misteriosas cumplicidades e de Sócrates continuar preso na cadeia de Évora por suspeitas da prática dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
Parece que as instituições funcionam com normalidade plena para profundo desgosto dos comunistas do PC e do Bloco de Esquerda e dos socialistas do PS de António Costa e da TVI da dona Constança e do senhor Magalhães.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A coerência do Costa!

Não, não é confusão.

Este António Costa que aparece como líder do PS, candidato a primeiro ministro do PS e presidente da câmara municipal de Lisboa é o mesmo que foi ministro de José Sócrates e o segundo na hierarquia do PS de José Sócrates.
Portanto, quando este António Costa se revela contra a privatização da TAP e tantos nomes feios chama a quem quer privatizar a TAP, o que ele está a fazer não é a autoflagelar-se nem a chamar antipatriótico a Sócrates por sempre ter querido privatizar a TAP.

O actual António Costa apenas está a dizer que é contra e a favor da privatização da TAP.
Isto é, se a privatização da TAP for feita pelo PS, é a favor; se a privatização for feita por terceiros, é contra.

Ou melhor, antes de estar na cadeia, Sócrates era um patriota porque queria privatizar a TAP mas, agora que o antigo primeiro ministro de António Costa está na cadeia, quem quer privatizar a TAP já é antipatriota.
É tudo uma questão de clareza e coerência, não é?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

E a vida continua, com TAP ou sem TAP ...

Bom, o que é que se poderá dizer neste enquadramento natalício?

O partido comunista ortodoxo, através de Jerónimo de Sousa, sentiu necessidade de vir a público esclarecer que está a dirigir a greve da TAP com a mesma convicção como, noutros tempos em que representava o poder político, dirigiu o desmantelamento da greve da mesma TAP.
O novo líder dos socialistas, António Costa, mostra que não desmerece dos seus antecessores – e revela-se até mais ágil na transformação de compromissos assumidos em palavas ocas, como transformar o plano do PS de privatização total da TAP em privatização parcial da TAP.

Pinto da Costa, o famigerado presidente do futebol clube do Porto, veio cá abaixo e esteve na cadeia de Évora, provavelmente, a ensinar o arguido preso José Sócrates sobre o modo de “passar entre os pingos sem se molhar”.
O advogado de José Sócrates lá continua a sua penosa tarefa de manter a opinião pública em  fogo fátuo aceso, na ilusão de que é possível recorrer do despacho de aplicação da medida de coacção de prisão preventiva ao antigo primeiro ministro e líder do PS.

O governo continua a governar como prometeu e tudo indica que já tem definido o plano de requisição civil da TAP.
Enfim, o antigo líder do PS e antigo primeiro ministro, José Sócrates, continua preso na cadeia de Évora por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal revelando-se, agora, um carismático líder da insurreição de cadastrados, em revolta por mais abundância de comida no rancho e mais eficácia das máquinas de secar roupa.  

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

TAP exige solução militar

Não é inédita esta tentativa de travar o progresso de todos nós usando a TAP.
Noutras tentativas, o governo de então mostrou como, na luta incessante pela autoridade do Estado e pelo superior interesse nacional, se justifica o uso de todos os instrumentos disponíveis e a aplicação de todos os meios coercivos que o Estado tem à sua disposição.

Nada mais simples: militarizar os trabalhadores da TAP e despedir, pelo menos, cerca de 200 trabalhadores da TAP com invocação de que estão a prejudicar, não «o processo de descolonização da Guiné» mas o processo de reconstrução económica do País e o reencontro dos portugueses por ocasião do Natal e Fim de Ano.

Foi assim que os comunistas do PC resolveram uma ameaça antipatriótica quando estavam no governo, em 1974 e 1975.

O Primeiro Ministro desse tempo era o comunista de má memória, Vasco Gonçalves; Álvaro Cunhal, líder do PC, era ministro sem pasta; o ministro do Trabalho era o comunista Costa Martins, o tal que pôs os portugueses a trabalhar de borla não se sabendo ainda hoje para onde ou para quem é que terá ido o dinheiro desse dia de trabalho de borla; o secretário de Estado do Trabalho era o comunista Carlos Carvalhas, o tal que, sucessor de Álvaro Cunhal, chegou a secretário-geral, isto é, ao mais alto cargo no PC.

Um dia de 1974, trabalhadores da TAP paralisaram o trabalho e, em plenário, elegeram um secretariado com competência para agir em situação de emergência.
A reacção do governo comunista e do PC foi imediata e fatal.

Começaram imediatamente as pressões no sentido de demover os trabalhadores da greve.

O ministro de Trabalho, Costa Martins (PC) visitou, no mesmo dia em que começou a paralisação, as instalações da TAP no aeroporto da Portela.

Entre outros, acompanhavam o ministro do Trabalho o sindicalista comunista Daniel Cabrita, da Intersindical, hoje a CGTP de Arménio Carlos, e o futuro sucessor de Álvaro Cunhal no mais alto cargo da direcção do PC, Carlos Carvalhas.

Publicamente, o ministro comunista Costa Martins ameaçou os trabalhadores em greve avisando-os contra «as consequências políticas da greve, na situação particular em que o país vive», e chamando-lhes a atenção para o «carácter extra-sindical da greve».

Na comunicação social, toda controlada pelo PC, espalha-se o boato de que a ligação Lisboa-Bissau não estaria a funcionar, pondo em dificuldade o processo de descolonização.

Na madrugada do dia seguinte à visita do ministro comunista, tropas do COPCON ocuparam o aeroporto de Lisboa.

Um comunicado informou, publica e profusamente os trabalhadores grevistas, que esta «força de choque do COPCON, completamente armada em moldes de entrar em combate imediato, era composta por uma companhia completa de comandos; uma companhia completa de paraquedistas equipados de camuflado, cada militar com quatro cartucheiras, faca de mato, e armados de metralhadoras G-3 e G-3 calibre 7.62 de coronha retráctil; cinco carros de combate chaimites com os ninhos de metralhadoras virados para os trabalhadores e cães polícia.

Dois dias após o início da greve, o ministro do Trabalho e o comandante do COPCON, Otelo Saraiva de Carvalho, anunciaram aos trabalhadores grevistas que o pessoal da TAP era enquadrado militarmente, ficando sujeito ao Regulamento de Disciplina Militar.

A célula do PC na TAP, referindo-se aos outros comunistas hoje o Bloco de Esquerda, emite um comunicado em que denuncia a actividade na greve da TAP de «esquerdistas e aventureiros que estão objectivamente a fazer o jogo das forças mais reacionárias».

O Partido Comunista também emite um comunicado em que convoca «ao fim da greve, ao repúdio de novas aventuras e tentativas de provocação, e à rápida normalização da situação na TAP».

Em Setembro uma assembleia de trabalhadores decide uma paralisação total a partir das zero horas de 24 «se não for dada resposta ao caderno reivindicativo e retiradas as forças militares do aeroporto».

A repressão amplia-se.

O destacamento militar que guarda o aeroporto é reforçado em resposta à ameaça de greve.

Sete trabalhadores são chamados a depôr para averiguações pelas autoridades militares.

São despedidos 200 trabalhadores, todos das oficinas mecânicas, ao abrigo do Regimento de Disciplina Militar.

Esta foi a solução do governo comunista para acabar greve da TAP.


Uma solução que foi uma lição, intemporal porque o dever de defesa dos interesses do Estado é permanente e intemporal – é o que está em causa, hoje, com a sabotagem da TAP.