Enquanto a TVI anda «à procura da bela Diana … »,
O primeiro acto terrorista em território nacional, desde o arranque das manifestações, concentrações e greves, passa ao largo nas Televisões, como um simples «anúncio de necrologia», sem qualquer esforço de informação, sem desenvolvimentos, «fontes» formais e informais, repórteres na rua à procura de «bocas», sem um forte alerta para alimentar a memória e a atenção das populações!
Passou-se há um dia e já ninguém se lembra e muitos nunca ouviram falar.
Parece que nada aconteceu neste pequeno mundo em que os «amores por uma etérea Diana» ou um vulgar «passeio» a Belém de meia dúzia de burgueses bem instalados na vida, mobiliza tudo: câmaras, carros de reportagem, entrevistas em directo, insultos soezes a representantes do Estado e a ministros … e horas, horas sem fim nem conteudo decente, de emissão em directo.
E, no entanto, foram reduzidos a cinzas oito autocarros da empresa privada «Mafrense», todos de uma vez, tudo de repente e a horas mortas, com explosões e sem socorro possível.
E, no entanto, toda a gente vê que é o terrorismo que está aqui!
A «Mafrense» é uma empresa que não faz greves e, certamente, iria transportar, em carreiras alternativas, muitos trabalhadores, crianças e idosos que a greve dos maquinistas da CP iria deixar em terra.
Arderam todos os autocarros … e a greve da CP foi um estrandoso êxito!
O primeiro acto terrorista aí está!
À atenção de todos os polícias visíveis, discretos e secretos, do Ministério Público e Governo, de todos os trabalhadores e utentes da «Mafrense», piquetes de greve e frequentadores das tascas, salões de jogos, casinos, discotecas, bares esconsos e snaks da zona e, em geral, de todos os cidadãos deste País: atenção redobrada, que nenhum indício ou vestígio passe «em branco» – os terroristas estão aí e é preciso evitar que o terrorismo volte a matar ou destruir em Portuga!
Custe o que custar … e seria muito interessante que a TVI (e as outras TV’s) suspendesse a «busca de Diana» ou a «ultima invenção da roda» e concentrasse todos esforços na «procura» dos terroristas!
Até quando?
... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A Lição de Fernando Pessoa
Tão citado como «referência» intelectual, moral e política, Fernando Pessoa foi um dos maiores «justificadores» e apoiantes, pelo menos ideologicamente, do golpe de Estado que, em 28 de Maio de 1926, depôs a República e instaurou o regime da Dictadura Militar, a génese do salazarismo.
Fernando Pessoa descreve a caótica situação social e política da época e teoriza sobre a desagregação da sociedade e acerca da impossibilidade da democracia e da viabilidade do Estado, tido como a inteligência da sociedade.
E chega a conclusões curiosas que, mutatis mutandis, ainda hoje constituem Lição erudita e pragmática se tivermos a humildade de, por analogia, «ver» nas Forças Armadas de então as instituições eleitas de hoje como a garantia de sobrevivência da sociedade e do Estado democrático e, nas «massas» de hoje, o instinto e a perigosa instabilidade dos agentes políticos republicanos de então, que dissiparam, por completo, a sociedade e a viabilidade do Estado.
Relembremos Fernando Pessoa e a sua justificação e adesão à Ditadura Militar que, como é reconhecido por todos os socialistas e comunistas, seja qual for a face com que se apresentam, foi a génese do regime salazarista.
• «… Estando a Nação dividida contra si mesma, como pode ella ter um regimen que defina a união que ella não tem?
Porque razão porém está a Nação assim dividida contra si mesma? A razão é fácil de ver, porque o caso é d’aquelles para que pode haver uma só razão. Estamos divididoss porque não temos uma ideia portugueza, um ideal nacional, um conceito missional de nós mesmos …»
• « … A democracia moderna é a systematização da anarchia (…) »
« … Não há outro caminho para a salvação e renascimento do Paiz senão a Dictadura Militar, seja esta ou seja outra. Cumpre que isto fique desde já entendido como intuito proposto; ficá-lo-há como caso provado quando se houver lido o opúsculo.»
« … Tudo quanto,em matéria social, é facilmente comprehensível é falso e estúpido. Tam complexa é toda a matéria social, que ser simples nella é estar fora dela. É essa a principal razão por que a democracia é impossível.»
« … No nosso caso, porém, pecisamente o que falta é um regimen. Tem pois a Força Armada que ser ella mesma o Regimen; tem que assumir por si só todo o Pode (…)»
• « … Provámos que é hoje legítima e necessária uma Ditadura Militar em Portugal».
« … Se amanhã a Ditadura Militar cahir,não cairá com ella a justificação d’ella. O ser necessária uma coisa não implica nem que exista, nem que, existindo,subsista: implica tão sómente que é necessária».
• « … Há só trez bases de governo – a força, a autoridade e a opinião. Qualquer forma de governo tem de participar, para ser governo, de todas ellas: sem força não se pode governar, sem opinião não se pode durar, sem autoridade não se pode obter opinião ( … )»
Valia a pena, governantes, dirigentes dos partidos, indignados e sindicalistas, empresários e intelectuais, e, muito em particular, jornalistas, sociólogos, politólogos, psicólogos e outros comentadores das TV’s, relerem Fernado Pessoa, o político, o intelectual que se constituiu num dos mais influentes ideólogos e fillósofos da Ditadura Militar (que evoluiu para o salazarismo) e da normalidade social e política, da sobrevivência da sociedade e do Estado.
Fernando Pessoa descreve a caótica situação social e política da época e teoriza sobre a desagregação da sociedade e acerca da impossibilidade da democracia e da viabilidade do Estado, tido como a inteligência da sociedade.
E chega a conclusões curiosas que, mutatis mutandis, ainda hoje constituem Lição erudita e pragmática se tivermos a humildade de, por analogia, «ver» nas Forças Armadas de então as instituições eleitas de hoje como a garantia de sobrevivência da sociedade e do Estado democrático e, nas «massas» de hoje, o instinto e a perigosa instabilidade dos agentes políticos republicanos de então, que dissiparam, por completo, a sociedade e a viabilidade do Estado.
Relembremos Fernando Pessoa e a sua justificação e adesão à Ditadura Militar que, como é reconhecido por todos os socialistas e comunistas, seja qual for a face com que se apresentam, foi a génese do regime salazarista.
• «… Estando a Nação dividida contra si mesma, como pode ella ter um regimen que defina a união que ella não tem?
Porque razão porém está a Nação assim dividida contra si mesma? A razão é fácil de ver, porque o caso é d’aquelles para que pode haver uma só razão. Estamos divididoss porque não temos uma ideia portugueza, um ideal nacional, um conceito missional de nós mesmos …»
• « … A democracia moderna é a systematização da anarchia (…) »
« … Não há outro caminho para a salvação e renascimento do Paiz senão a Dictadura Militar, seja esta ou seja outra. Cumpre que isto fique desde já entendido como intuito proposto; ficá-lo-há como caso provado quando se houver lido o opúsculo.»
« … Tudo quanto,em matéria social, é facilmente comprehensível é falso e estúpido. Tam complexa é toda a matéria social, que ser simples nella é estar fora dela. É essa a principal razão por que a democracia é impossível.»
« … No nosso caso, porém, pecisamente o que falta é um regimen. Tem pois a Força Armada que ser ella mesma o Regimen; tem que assumir por si só todo o Pode (…)»
• « … Provámos que é hoje legítima e necessária uma Ditadura Militar em Portugal».
« … Se amanhã a Ditadura Militar cahir,não cairá com ella a justificação d’ella. O ser necessária uma coisa não implica nem que exista, nem que, existindo,subsista: implica tão sómente que é necessária».
• « … Há só trez bases de governo – a força, a autoridade e a opinião. Qualquer forma de governo tem de participar, para ser governo, de todas ellas: sem força não se pode governar, sem opinião não se pode durar, sem autoridade não se pode obter opinião ( … )»
Valia a pena, governantes, dirigentes dos partidos, indignados e sindicalistas, empresários e intelectuais, e, muito em particular, jornalistas, sociólogos, politólogos, psicólogos e outros comentadores das TV’s, relerem Fernado Pessoa, o político, o intelectual que se constituiu num dos mais influentes ideólogos e fillósofos da Ditadura Militar (que evoluiu para o salazarismo) e da normalidade social e política, da sobrevivência da sociedade e do Estado.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
A TVI e a «Liberdade» nas cadeias
Ouvi na TVI, e muito me impressionou, um recluso ao telefone que se queixava amargamente de falta de «democracia» e «liberdade» na cadeia onde «reside».
Era a «fonte» da TVI para «valorizar» (como dizia um amigo meu) a notícia de um movimento grevista, às refeições e ao trabalho, dos presos.
Mas, não foi mesmo essa a ideia da sociedade portuguesa, quando «mandou» aquele indivíduo para a cadeia, isto é, não quis o Tribunal proteger a «democracia» da sua nefasta influência e «salvaguardar» a segurança da comunidade dos efeitos perigosos do seu comportamento e «actuação» em liberdade?
E porque é que a TVI não lhe perguntou e não me disse, era o mínimo, a quantos anos de prisão foi condenada a sua «fonte» e que «raio» de crime ou crimes é que andou a praticar quando tinha toda a «liberdade» do mundo?
PS – E o IVA sempre a «meio caminho» - Continuo a ouvir proprietários de restaurantes a queixar-se das quantias «insuportáveis» de IVA que têm de «pagar» ao Estado, de três em três meses. E continuo à espera de que um jornalista das nossas TV’s pergunte ao comerciante que IVA é esse que os «afoga» de três em três meses. Ora, eu «desconfio» que esse tal IVA é «pago» pelos clientes e que eles só têm de receber e entregar ao Estado. E se a quantia que têm de «entregar» é grande só há uma explicação: o «movimento» é muito maior! Quando é que esses senhores são «visitados» pelos inspectores das contribuições e impostos … só para a ajudar? É que, com a «matreirice impune» que anda por aí, as receitas dos impostos não podem deixar de continuar a cair a pique … só porque o «dinheiro», que «pertence» só ao Estado, perde-se nos complexos meandros das «caixas dois» … e fica a «meio caminho»?!
Era a «fonte» da TVI para «valorizar» (como dizia um amigo meu) a notícia de um movimento grevista, às refeições e ao trabalho, dos presos.
Mas, não foi mesmo essa a ideia da sociedade portuguesa, quando «mandou» aquele indivíduo para a cadeia, isto é, não quis o Tribunal proteger a «democracia» da sua nefasta influência e «salvaguardar» a segurança da comunidade dos efeitos perigosos do seu comportamento e «actuação» em liberdade?
E porque é que a TVI não lhe perguntou e não me disse, era o mínimo, a quantos anos de prisão foi condenada a sua «fonte» e que «raio» de crime ou crimes é que andou a praticar quando tinha toda a «liberdade» do mundo?
PS – E o IVA sempre a «meio caminho» - Continuo a ouvir proprietários de restaurantes a queixar-se das quantias «insuportáveis» de IVA que têm de «pagar» ao Estado, de três em três meses. E continuo à espera de que um jornalista das nossas TV’s pergunte ao comerciante que IVA é esse que os «afoga» de três em três meses. Ora, eu «desconfio» que esse tal IVA é «pago» pelos clientes e que eles só têm de receber e entregar ao Estado. E se a quantia que têm de «entregar» é grande só há uma explicação: o «movimento» é muito maior! Quando é que esses senhores são «visitados» pelos inspectores das contribuições e impostos … só para a ajudar? É que, com a «matreirice impune» que anda por aí, as receitas dos impostos não podem deixar de continuar a cair a pique … só porque o «dinheiro», que «pertence» só ao Estado, perde-se nos complexos meandros das «caixas dois» … e fica a «meio caminho»?!
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