Até quando?

... o primeiro grande problema é que o PSD precisa de uma OPOSIÇÃO SÉRIA com uma direita coesa e forte mas só encontra alcoviteiras e trailiteiros. Até quando?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Saudades do comunismo

AH! As saudades que eu já tenho!

Outros tempos, velhas venturas: os tempos da “ Reforma Agrária” e a sua generosa dádiva da “Terra a quem a trabalha”!

O Alentejo era nosso, não havia latifúndios nem agricultores exploradores, nem montes nem herdades, nem quintas e quintais, nem trigo nos campos e o gado bravo estava ao serviço da Revolução, do Comunismo Internacionalista.

Ah! As saudades que eu já tenho das históricas Unidades Colectivas de Podução.

Ah! As saudades que eu já tenho!

Eleições gerais e sufrágio universal?!

AH! Como Álvaro Cunhal tinha razão quando proclamava, bem alto e com toda a sua autoridade doutrinária, que interessava o voto secreto de um povo alienado se a Revolução está nas mãos do Colectivo, patriótico e de esquerda, se se manifesta nas ruas, nos campos, nas fábricas e oficinas, se a Revolução está em marcha e as suas conquistas são irreversíveis, sob a direcção política da esquerda revolucionária e sob o comando dos heróicos militares revolucionários de Abril?

AH! As saudades que eu já tenho!

O futebol era a alienação fascista, e até a Amália Rodrigues era o símbolo do salazarismo!

E a Igreja Católica, que era uma central da contra-revolução e os seus padres os agentes do atraso cultural do nosso pobre povo, alienado pela catequese e oprimido pelas paróquias … que emoções se viveram naquele cerco do Paço do Cardeal Patriarca de Lisboa por uma imensa manifestação de povo que, de punho erguido, feição determinada e a alma indignada, gritava, naquele Campo dos Mártires da Pátria completamente cheio, contra a Idade Média e o Obscurantismo, contra o poder da Igreja, contra as faustosas riquezas da Igreja, contra o domínio da sociedade e do Estado pela Igreja!

Que tempos esses, que emoções, respirava-se Liberdade e empolgante Libertinagem … como era excitante toda aquela descompressão depois de séculos de opressão, não é sr. Bispo Torgal Ferreira?

AH! As saudades que eu já tenho … lembra-se também, sr. bispo Torgal Ferreira? … daqueles tempos em que o povo era quem mais ordenava e, um certo dia, como uma faisca purificadora, roubou à Igreja a sua Rádio Renascença, ocupou as suas instalações e pôs a sua programação ao serviço da Revolução, nada de missas nem rezas do «Terço» … até à sua lamentável libertação do comunismo, à bomba e sem condescendências revolucionárias, por um grupo de paraquedistas, certamente um bando reacionário ao serviço do capital e do imperialismo … e contra o povo que enchia as ruas!

Aquilo sim, aquilo era a Libertação pela Rua, era o povo a mandar, aquecido pelo «Sol da Terra» que Álvaro Cunhal trouxera da comunista União Soviética, era as praças cheias e as Igrejas fechadas, os padres a fugir a sete pés …. aquilo era Democracia … tudo na rua, aos berros e a cantar aquela história da «andorinha voava, voava …».

Ainda se lembra, sr bispo Torgal Ferreira? Lembra-se daqueles militares, esses heróis anticlericais que queriam transformar as Igrejas em «Cantinas do Povo», com direito a senhas de racionamento, e que estoicamente defendiam os manifestantes das investidas e dos ataques da «Reacção» … ?

AH! As saudades que eu já tenho!

E como foi bonito viver aqueles tempos de «patrões borda fora», empresas ocupadas, as Reuniões Gerais de Trabalhadores que saneavam os camaradas descrentes e esvaziavam os cofres das empresas … «Abaixo a Reacção e quem a apoia», gritava-se, bem alto, por este País fora, ao som heróico da «Internacional Comunista».

Ah! As saudades que eu já tenho!

Os bancos e os Seguros, todos com um só patrão: eu, nós, nós todos, o Colectivo, o Estado!

Os impérios do capitalismo e do imperialismo desmembrados e destroçados, a CUF, Lisnave e a Setenave, a Tranquilidade e Efacec e mais o J. Pimenta, a Siderúrgia Nacional, a Parry and Son, os Claras e os Barreiros, os comboios e os telefones … até as inúmeras pequenas oficinas, babearias, tascas, cinemas e teatros – tudo, tudo nas mãos de quem trabalhava!

Ah! As saudades que eu já tenho!

Os Melos e os Champalimaud e os Espirito Santo, tudo para a rua … e como era bonito vê-los a fugir (a sete pés, não foi sr. bispo Torgal Ferreira?) para bem longe, rapidamente e em força, uns para a Espanha católica e fascista, outros para o Brasil católico e fascista, capitalista e imperialista e os outros … sabe-se lá para onde!

Abaixo esses agentes americanos! Aqui não faziam falta nenhuma. Aqui, tinha acabado a exploração do homem – aqui era o império dos soldados e marinheiros, aqui mandavam os proletários através da sua gloriosa vanguarda: a classe operária, organizada e orientada pela sua élite, o Partido Comunista Português!

Ah! As saudades que eu já tenho!

Da «invasão» da Espanha fascista por uma heróica revolução em Portugal e do saque das riquezas fascistas da sua embaixada em Lisboa … quem ousava resistir à revolução e enfrentar um «povo» indignado que, num ápice, deu cabo da tantas pratas, ouros e valiosos quadros?

Ah! As saudades que já tenho!

Ocupava-se as casas e os prédios inacabados e toda a gente tinha habitação, confiscava-se restaurantes e toda a gente tinha alimentação, assaltava-se lojas e toda a gente tinha roupa boa e de marca, ocupava-se as escolas e universidades e toda a gente ganhava diplomas, insultava-se os polícias e toda a gente era dona das ruas, invadia-se os Tribunais e todos os ladrões eram absolvidos … e até os assassinos, que eram «julgados» pelo «povo», viam-se absolvidos e confortados com a «justa» condenação do assassinado!

Ah! As saudades que eu já tenho!

Os fascistas e os agentes do imperialismo americano na cadeia, em Caxias e outras celas.

E cá fora, era os Comités de Defesa da Revolução que nos revistavam os bolsos e os carros em cada cruzamento de estrada, o vizinho que nos denunciava ao Comité de Bairro, o colega que nos punha sob vigilância do Comité de Saneamento … era o Comité de Melhoramentos que nos obrigava a trabalhar de borla para a Revolução, na limpeza de estátuas, jardins e das praças ou na colagem de cartazes, tapando os símbolos do fascismo e do imperialismo com «foices e martelos» ou com as caras da Troika de então, os heróis do tempo: Marx, Lenine e Estaline.

Ah! As saudades que eu já tenho!

Uma única Central Sindical comunista: era a Unidade na Unicidade dos trabalhadores, era a fortaleza de aço contra o divisionismo reacionário, era a parede de cimento armado onde se esborrachavam os agentes do capitalismo e do imperialismo.

Uma única TV, uma Emissora da Liberdade e outra governada pela 5ª Divisão Militar, mais a Rádio que tinha sido da Igreja Católica, a Renascença, todas a tocar os mesmos os hinos comunistas e todas a falar a uma só voz – acordávamos ao som da «Grândola, Vila morena» e deitávamo-nos com os acordes da «Cantiga é uma arma …» - como tudo era tão claro e tão transparente, como os jornalistas eram tão independentes naquele imenso universo de liberdade de expressão em que viviam!

Ah! As saudades que eu já tenho … do Comunismo Internacionalista … em português!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

É Urgente Derrotar o Terrorismo em Portugal

Há uma Organização Terrorista que ameaça severamente a Democracia portuguesa.

Todos os ingredientes de um Movimento Terrorista estão reunidos nos domínios da organização e acção.

Este Movimento Terrorista tem uma ideologia, uma estrutura vertical, rígidamente hierarquizada, de comando único político, uma estrutura vertical, rigidamente hierarquizada, de comando único operacional, recursos financeiros sem limites e meios de comunicação, múltiplas células, agora designadas por plataformas, que se desenvolvem em redes internacionais e executam, meticulosamente e de forma concertada a nível transfronteiriço, um Plano de Acção Terrorista, que se movimentam pelo país e pelo estrangeiro, secretamente e actuando inopinada e inesperadamente.

O curioso é que este Movimento Terrorista tem também ao seu serviço as TV’s, em particular as privadas (que seriam as primeiras a ser dissolvidas ou nacionalizadas) como se viu nesta recente acção terrorista contra o Ministro da Saúde, neutralizada pela dignidade e coragem do Ministro, executada por cinco terroristas no momento em que o governante se preparava para discursar perante um anfiteatro cheio de gente, presumivelmente médicos.

A verdade é que a TV, que me mostrou o «evento», falou-me da contestação ao Ministro, divulgou todas as injúrias e a cantoria comunista mas esqueceu-se de dizer que eram apenas cinco os manifestantes e, muito mais importante do que isso, não me informou sobre onde é que o Ministro estava, para quem falou, o que é disse, e quem é que o ouviu.

Mas reportou a acção terrorista dando-lhe uma dimensão que as imagens desmentiam!

Este Movimento Terrorista já tem um longo cadastro de acção insidiosa e tem de ser levado muito a sério.

É possível traçar-lhe um perfil, identificar as chefias política e operacional, os comandos subalternos das plataformas ou células e seus executantes, o modo de actução e o objecto.

Quanto às chefias, elas são conhecidas, mostram-se diariamente nas TV’s, ora dissimuladamente ora à vista de toda a gente.

O chefe operacional é Arménio Carlos que se dissimula sob a capa de chefe da central comunista, Intersindical/CGTP.

Quanto ao modo de acção, os terroristas estão já na fase de paralisação das instituições, com ocupações selvagens de espaços públicos e privados, promovendo a Desobediência geral às deliberações do Estado, criando um ambiente social de incerteza, insegurança e medo, boicotando todas as iniciativas da sociedade civil e impedindo o exercício das Liberdade Fundamentais, como a Liberdade de Circulação, de Reunião e Debate das questões fundamentais à reconstrução do Estado.

Sob o ponto de vista da economia, paralisam os portos marítimos nacionais bloqueando as exportações e provocando irreparáveis danos às empresas e economia nacionais, bloqueiam a Liberdade de Circulação de mercadorias e o exercício do direito à Liberdade de Circulação dos cidadãos com paralisações sem fundamento legal, sucessivas e metódicas, das redes ferroviárias, transportes terrestres e marítimos fluviais.

Quanto ao sistema financeiro, todos temos tido conhecimento de metódicos e frequentes assaltos a bancos, um pouco por todo o país, e assistimos agora a uma tentativa de relevante dimensão, de inundação da economia nacional com moeda falsa, em circulação descontrolada, o que, a concretizar-se, teria consequências muito mais graves do que os assaltos a bancos, na sabotagem, em curso, da recuperação económica do nosso país.

Este Movimento Terrorista actua também na área do emprego, promovendo boicotes e sabotagens à reestruturação de empresas, em particular as vitais para o desenvolvimento de determinadas regiões, provocando o encerramento de unidades de produção e extinção de empregos.

Objectivamente, a estratégia política do Terrorismo, em Portugal e em certos paises europeus, de forma concertada e obedecendo ao comando único, tem como objecto o aumento do desemprego através da criação de condições de desincentivo do investimento e fuga dos potenciais investidores com a consequente instabilidade social, medo e anestesia generalizada bem como inibição do potencial de Resistência da sociedade e da Democracia ao caos e anarquia em construção, as vias preferenciais para o estabelecimento de um sistema político autoritário, tendencialmente totalitário.

Estamos, portanto, perante uma questão de Segurança Nacional em Portugal – está em causa a conservação da Ordem Social, essa força abstracta mas que se materializa na conservação e funcionamento da sociedade, que assegura os equilíbrios sociais imprescidíveis às relações sociais, que garante o Direito à Vida, em toda a sua diversidade de expectativas, modos de ser e graus de inserção mas em Comum e em Liberdade.

Temos todos os meios de combate, necessários para neutralizar e derrotar este Movimento Terrorista: uma esmagadora maioria da população com fortes tradições de luta contra as tentativas totalitárias, uma Ordem Jurídica bem firmada na cultura popular de que emana, serviços de Informação da República, forças policiais de manutenção da ordem pública e repressão da sua violação, de investigação e repressão do crime, bem treinadas e equipadas, legislação que proibe o crime e penaliza severamente o terrorismo, órgãos de soberania em pleno funcionamento e democraticamente eleitos ou constitucionalmente constituidos e legitimados, como os Tribunais, uma sociedade organizada, pluralista, inteligente e de notável senso comum, um povo pacífico, trabalhador e, muito em especial, com carácter forte.

Apenas está a faltar acção, aparentemente falta determinação contraterrorista, a energia política, institucional e social necessária ao combate e neutralização do terrorismo, ao reestabelecimento da normalidade social.

O chamado Direito de Livre Expressão, que tanto tem sido invocado para a prática do terrorismo, é precisamente o mesmo que eu invoco, hoje, para apelar à Resistência, ao Combate sem tréguas e em todas as frentes contra o terrorismo e contra todos as formas como essa praga social se manifesta.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Especialista Vinda do Frio ... Para a SIC

Esta senhora andava em Lisboa a berrar que não concorda com a proposta de Orçamento de Estado para 2013.
Ela veio do Alentejo, onde é operária e foi-nos apresentada pela SIC Notícias.
Ela sabe de Finanças Públicas como ninguém e todos os dias analisa  profundamente o binómio receitas/despesas, as previsões nacionais e mundiais macro económicas, as tendências recessivas da Europa, o crescimento e reforma financeira, o papel do Banco Central Europeu, as curvas do investimento produtivo, os incentivos às indústrias de produtos não transacionáveis, a produtividade do trabalho, a evolução das exportações e perspectivas, o défice do sector público e, designadamente, a criação de condições de atracção de investimento estrangeiro por via de politicas fiscais amigáveis.
Ela sabe de Finanças Públicas, domina Orçamentos do Estado e foi entrevistada pela SIC Notícias e acha que este orçamento levará Portugal e a Europa à ruina social ... numa pausa da ladainha de «Abaixo o Governo», orientada pelo outro especialista, Arménio Carlos do comité central do PC destacado para a CGTP/Intersindical.
Aprendi muito, mais uma vez ... graças à SIC Notícias!
Vale a pena acompanhar a SIC Notícias!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Restaurantes: A Vigarice Está A Acabar!

E pronto.

Está demonstrada a minha tese: o único impacto relevante do aumento da taxa de IVA nos restaurantes, pastelarias, bares e similares «está» nos rendimentos pessoais, abusivos e ilegais, dos proprietários dos restaurantes.

Feita uma ligeira limpeza às «contas» dos restaurantes, as receitas entregues ao Estado do IVA aumentaram mais de 100 por cento o que significa que os «donos» dos estabelecimentos «metiam ao bolso mais de 100 por cento do que «cobravam» em impostos aos clientes e deveriam deveriam entregar ao Estado.

Como eu sempre disse, os proprietários da restauração assumiram, para si próprios, o direito exclusivo do Estado de definir políticas fiscais, cobrar as taxas e arrecadar as receitas de impostos!

E os manifestantes que têm andado por aí armados em indignados e a berrar nas ruas, praças e avenidas que não «ganham para «pagar» o IVA, convenceram-se de que «abrir» um restaurante era enriquecer rapidamente com simples habilidades e contabilidades criativas e são mentirosos, vigaristas e aldrabões: eles não pagam nada, querem continuar a «meter ao bolso» as receitas que os seus clientes «pagam» para o Estado e que, eles os comerciantes, fraudulentamente «escondem do fisco», e apenas querem intimidar as autoridades para que o Estado «afrouxe» a sua acção de «inspecção e combate à fraude» e roubalheira.

E está provado que, se alguns restaurantes passam dificuldades, estão nas mesmas condições de todos os outros cidadãos e só têm uma solução se querem continuar no negócio: gerir melhor, ser honestos e aumentar a qualidade do serviço que prestam.

Porque, a esses, nunca faltarão clientes!

O que aprendi ontem, nos números apresentados pelo Governo na Assembleia da República, foi que a «rebalderia» e a «roubalheira» nos restaurantes acabou … e as normas de formação de preços, qualidade e higiene, contabilidade organizada com números verdadeiros, respeito pelos clientes e pelo Estado são mesmo para cumprir!

E diz-me a experiência que os restaurantes que fecharem estão a mais e nunca deveriam ter aberto … porque a restauração é uma indústria para gente que sabe do negócio, honesta e bem formada pessoal e profissionalmente.

Tenho a certeza de que os cidadãos conscientes e o Governo não «darão tréguas» à vigarice, à roubalheira e à fraude e evasão fiscais … por isso sei que o meu IRS há-de baixar!

domingo, 18 de novembro de 2012

A Insurreição Comunista no Dia da Greve

Não, lamento muito mas, desta vez, não apoio o Presidente da República, o Primeiro Ministro, o Ministro da Administração Interna, o Governo, os partidos do «quadro parlamentar», os «comentaristas» habituais, os Professores de Direito que «lecionam» das TV’s, os canais de Televisão … não apoio ninguém!

Neste caso específico, estou em completo desacordo e, por isso, em oposição à tentação geral para «amaciar as coisas».

É falso que a manifestação organizada pela CGTP/Intersindical/PCP/ Bloco de Esquerda/Televisões nada tenha a ver com a grave desordem pública e ensaio de subversão geral , em frente da Assembleia da República, que a Polícia de Segurança Pública enfrentou e resolveu de forma eficás e exemplar.

Basta ler os cartazes dos manifestantes; ouvir as palavras de ordem; o discurso do membro do comité central do PC e líder da Intersindical, o Lenine «renascido» Arménio Carlos; basta ouvir as declarações de Jerónimo de Sousa, Franscico Louçã e Otelo Saraiva de Carvalho na manifestação e, até, ouvir as palavras do Bispo Católico Januário Torgal à margem da manifestação mas àcerca dela; basta ter na devida conta os berros e os distúrbios provocados pelo estivadores; basta avaliar bem toda a actividade das Televisões na cobertura e promoção da tentativa de revolta … basta tudo isto, e mais alguns detalhes como as mini-concentrações, os seus catazes e «palavras de ordem» em frente ao Palácio de Belém, a «caça» aos ministros, os ataques sistemáticos com petardos explosivos, «cockails molotov» incendiários, pedradas e garrafas de vidro às forças policiais, a destruição de montras, bancos e restaurantes, a destruição total de instrumentos sanitários públicos e vias públicas de comunicação bem como as gravíssimas injúrias públicas ao Presidente da República, ao Governo e, em geral, ao Povo todo e a todas as instituições do Estado, para se perceber que a greve «geral» e a manifestação da CGTP/PC foram planeadas com antecedência, preparadas, organizadas e executadas para acabar como acabaram.

A greve e a manifestação, organizadas e encenadas pela Intersindical/PCP/Bloco de Esquerda/Televisões e a desordem geral posterior constituem um único golpe, uma única acção política coordenada sendo a greve e a manifestação a preparação, a «Introdução» e o brutal ataque às forças policiais em frente da Assembleia da República apenas o «Finale» de uma única «Ópera Bufa»: a «jornada de luta» comunista com vista à insurreição geral!

É tempo de acabar com hipocrisias e confrontar as «forças golpistas», com inteligência e prontidão, com coragem e determinação e sem «preconceitos» de tolerâncias vãs e sem sentido.

Ou essa «gente» quer viver em democracia ou não quer e não poderá andar por aí, à solta … e, para quem não quer viver em demoracia, a Liberdade é apenas um instrumento de agressão, de opressão da maioria – e o Estado tem meios e instalações bastantes para proteger a sociedade e a Liberdade!

Seria bom recordar, seria pedagógico e muito oportuno que as Televisões mostrassem as imagens e os sons da rádio e televisão acerca da preparação, mobilização e da execução do tristemente célebre e degradante «Assalto à Embaixada de Espanha em Lisboa», outrora, nos tempos em que os comunistas ainda pareciam controlar a revolução portuguesa.

Estavam lá todos … e ainda andam todos por aí!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Otelo e o Bispo Januário ... Todos juntos!

Confesso que, além de algumas imagens que vi nas TV’s, não dei pela greve «geral».

Vi, com a maior esperança na ordem social e na recriação de uma sociedade normal, que, finalmente, a Polícia de Segurança Pública decidiu garantir-me segurança e dignidade.

A PSP actuou sobre a marginalidade organizada, mostrou que o Estado português é um Estado de direito e decente e que a sociedade portuguesa não é um bando de criminosos e imbecis inúteis, bêbedos e drogados.

Talvez a PSP tenha aprendido que não vale a pena perder tempo a ser agredida e injuriada – basta-lhe cumprir a sua função essencial e, perante o mais leve indício de desordem pública, impôr, com prontidão e a força necesssária, o respeito e a dignidade que o povo e as instituições merecem.

Reparei, também, que o conhecido ex-chefe de terroristas, Otelo Saraiva de Carvalho, esteve lá, a manifestar-se, a botar discurso para a TV e a mostrar como está mais «gingão» do que quando era um garboso militar e um distinto instrutor da velha guarda do regime salazarista, a Legião Portuguesa.

E vi, como não podia deixar de ser, que o bispo Januário também lá estava a apoiar os grevistas, a reclamar contra a Troika e a propôr o derrube do governo.

Ele estava lá … mas apenas «espiritualmente» - fisicamente (parece) não estava lá porque apenas terá recebido uma equipa de TV, num qualquer jardim … só não sei se representava a Igreja Católica ou se se representava apenas a si próprio, enquanto cidadão (se é que é possível essa dissociação de personalidades, àquele nível hierárquico) apesar do traje da congregação com que se apresentou!

Curiosamente, tal e qual como na tentativa falhada do golpe comunista e contra-golpe efectivo e vitorioso de defesa da democracia em 25 de Novembro de 1975, o PC esteve sempre lá a promover a sublevação … até desaparecer quando as «coisas» começaram a aquecer … e safa-se sempre, a tempo!

Estranhamente, ou talvez não, foi um dia em que não encontrei ninguém a defender os desempregados – pelo contrário, estavam todos excitados com a possibilidade de «apagar» mais uns tantos empregos dos poucos que subsistem à crise … só para «dar força» aos camaradas!

De resto, a mesma música, as mesmas «cantigas», as mesmas bandeiras,as mesmas gentes … tudo na mesma – um dia de Festa!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Hora da Vingança de Mário Soares

O dr. Mário Soares anda eufórico com a crise e a aparente instabilidade social.

Todos os dias reclama a demissão do governo só porque vê manifestantes na rua a exigir o mesmo.

É duvidoso que haja sinceridade no que o dr. Mário Soares diz.

Aparentemente terá regressado aos velhos tempos em que os filhos da alta burguesia, «endinheirada» e com tentações aristocráticas, protegidos por «reconfortantes mesadas», circulavam por inúmeras tertúlias, com reserva do direito de admissão, protestanto a sua convicta fidelidade aos princípios do leninismo, espalhados pelo mundo por um enorme vento de leste.

Talvez como então, a imaginação febril do dr. Mário Soares levava-o a julgar que o povo seria uma massa anónima incapaz de pensar e, muito menos de julgar e decidir, deixando-se usurpar e dirigir por uma élite operária, intelectual e sindicalista, essa sim, dotada por direito próprio de legimidade natural e apta a constituir a «ditadura do proletariado» e tomar para si a direcção política das nações e dos povos.

Qualquer pequena manifestação dessa élite era a «representação do povo» que ali estava e seria estultícia pensar em consultar a população toda, só porque a população toda era ignorante, incapaz de se governar e nem sequer sabia o que queria.

O dr. Mário Soares sempre foi um homem arrogante e caprichoso e um político ideologicamente inconsistente, volúvel e tecnicamente incompetente.

Sempre seguiu «alguém» e muito pouco se lhe conhece de ideias próprias e convicções permanentes e estáveis.

Era um defensor intransigente da «maioria de esquerda» e uma aliança com o PC até os socialistas franceses romperem a coligação com os comunistas e Miterrand se ter «zangado» com Marchais.

Foi um dos grandes propagandistas dos interesses da Alemanha quando os seus financiadores do SPD, em especial Willy Brand, estavam no poder e tornou-se um agente activo dos interesses americanos e dos maiores capitalistas, alemães, francesses, italianos e ingleses jamais recusando deles os financiamentos oportunos e necessários ao funcionamento do seu partido.

Evitando análises exaustivas e necessariamente longas, avanço para tempos mais próximos em que, caida a máscara de «simpatia» e a imagem de «uma espécie de avô bonacheirão», emergente do aproveitamento propagandístico da alcunha «bochechas», que nada tinha de carinhoso, o dr. Mário Soares tornou-se o político mais odiado e desacreditado de Portugal, oscilando os epítetos populares entre o «aldrabão compulsivo» e o «troca-tintas engraçado» .

O PC nunca lhe perdoou a ruptura com Álvaro Cunhal e a traição de se virar para o capitalismo e imperialismo; o PSD não esquece todas as manobras de contra-informação e insinuações maldosas de natureza pessoal e política que espalhou contra Francisco Sá Carneiro, interna e externamente; os «retornados» desprezavam a displicência com que abandonou as antigas colónias aos interesses estrangeiros; o povo percebeu que a sua inconsistência política tanto conduzia o País para os duros tempos das intervenções do FMI como a sua «demagogia palavrosa e ôca» espalhava a fome e a miséria, em particular nos meios mais desprotegidos.

O dr. Mário Soares teve inúmeras mostras desses ódio e desconsideração generalizadas.

Era perseguido por grupos armados de bandeiras negras que reclamavam «pão» e, para onde quer que se deslocasse, grupos coléricos e mostrando forte agressividade, recebiam-no com insutos, pedradas e impropérios chegando mesmo a ser agredido fisicamente por manifestantes.

E as «coisas» eram tão sérias que o dr. Mário Soares foi forçado a medidas excepcionais de segurança pessoal.

Não «comprou um cão» como agora diz que o Presidente da República e os governantes devem fazer mas comprou e mandou transformar em autênticas fortalezas circulantes, dois automóveis de marca BMW, de alta potência, totalmente blidados com pesadas chapas de aço e vidros invulneráveis a disparos de armas de grande calibre, equipados com a mais sofisticada tecnologia de comunicações, dispersão de manifestações e garantia de condições de vida interna autónoma, como emissões de oxigénio, abastecimentos de água e kits de assistência médica e medicamentosa para situações de emergência, designadamente atentados à vida e intgeridade física.

Curiosamente, nunca chegou a viajar nessas fortalezas porque, entretanto, perdeu as eleições e foi substituido por Cavaco Silva que acabou por receber as «prendas» e, muito a custo, conseguiu negociar a devolução de um delas.

E tudo isto, além dos reforços do corpo pessoal de segurança com a chamada «polícia de choque» que o acompanhava sempre, não sendo raras as vezes em que teve de intervir.

E, afinal, tudo isto quando, sabe-se agora, bastava-lhe ter comprado e nós pagarmos com todo o gosto, um «pit bull» ou, mais adequado à sua personalidade , um irrevente «caniche» …

Enfim, o dr. Mário Soares está igual a si próprio, vê-se agora na idade e acha que chegou o seu momento da vingança: de Álvaro Cunhal, de Ramalho Eanes que o derrotou em eleições e despediu de primeiro ministro, e até, que esmagou o seu PS e a sua áurea ao criar o PRD, de Maria de Lurdes Pintasilgo, de Salgado Zenha, de Sá Carneiro que o derrotou, de Cavaco Silva que rebentou com o PS e o desmascarou, de Guterres e do PS que o mandaram para o exílio em Nafarros, da União Soviética, dos americanos, de Craxi que se deixou ir abaixo e acabou a mostrar «o melhor» da corrupção socialista e de Berlusconi que não o aceitou como parceiro de negócios no sector da comunicação social, do Mundo que não parou e do povo português … que o odiou e humilhou, que o renegou e ridicularizou, que o abandonou!

Ah! É verdade: e está também a vingar-se do dr. Pedro Passos Coelho que cortou nos apoios financeiros à Fundação Mário Soares!