Quando se assiste à degradante situação em que,
O primeiro ministro em representação do Governo, um orgão de soberania, em debate formal no órgão de soberania, a Assembleia da República, faz piadas de «mau gosto» usando a figura do Presidente da República, órgão de soberania,
a ideia que fica a um pobre eleitor é a de que nada mais há a fazer no actual quadro político para evitar a iminente dissolução do Estado.
E, se poucas horas após, um dirigente socialista como Victor Ramalho (um completo e global idiota mas dirigente do PS) inicia a sua participação em debate televisivo usando a figura do orgão de soberania Presidente da República para prosápias «avacalhantes» e lançar-lhe ironias de «tasca do tipo porco-sujo»,
então a «coisa» é mais grave: o Governo e a sua «tropa de magalas» entraram na fase de «abandalhamento total» do Estado.
Esta «gentalha» que manda no PS não é apenas incompetente e irresponsável: não tem Dignidade nem Carácter para representar o Estado.
É urgente ser varrida para o caixote de lixo dos resíduos repugnantes … em nome do Estado!
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
Alguém liga às «festas» de Sócrates e do PS?
É estranho que tanta doutrina seja produzida sobre uma vulgar, óbvia e mal amanhada acção de contra-informação de meia-tijeja.
Uma figura de segunda categoria desferiu um ataque despropositado a Cavaco Silva.
Logo o batalhão de «comentaristas» e jornalistas do costume, políticos e até a Presidência da República animaram o espectáculo e responderam, analisaram e divulgaram com o maior destaque – toda a gente se pronuncia sobre … .
O «homem do diálogo» Francisco Assis, veio acalmar as hostes e arrefecer os ânimos – toda a gente se pronuncia sobre … .
Tudo sereno e eis que outra figura de segundo plano, um tal Sousa Pinto, aparece em cena para voltar a atear o fogo contra Cavaco Silva.
O batalhão dos comentaristas do sistema, os jornalistas e até a Presidência da República espalham-se novamente na casca de banana e mais uma vez temos doutrina, respostas, estridentes sirenes e foguetório – toda a gente se pronuncia sobre … .
No final, quem surge a «esclarecer» tudo?
Sócrates, naturalmente!
E não está com meias medidas: afinal os heróis da «refrega» são precisamente os trauliteiros que atearam os incêndios onde não havia fogo e puseram a «inteligência» lisboeta e portuense a pronunciar-se sobre ..., a fazer doutrina sobre a singela e massacrada conclusão de que a oposição não deixa o governo governar e Cavaco Silva não é nada isento nem Presidente da todos os portugueses.
Nem mais.
Uma simples, vulgar e primária operação de contra-informação de curto prazo levantou um pé de vento que os agentes habituais amplificaram até ao volume de ciclone devastador – e tudo para preparar a derrota de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.
Governo!? Mas quem pensa nessa «coisa» perigosa e de alto risco eleitoral que é governar nos tempos que correm?!
Mas não haverá ninguém que se cale, que deixe Sócrates e seus agentes a falar sozinhos, entretidos nas suas festas precárias, a encher balões e a aguentar com a poeira do esvaziamento dos seus próprios balões?
O Assis reza? O Candal pragueja? A Inês sobe ao palco? O Sousa Pinto chora? O Rodrigues balbucia? O Sócrates arma-se em campeão … ?!
… E depois? Quem é que liga a isso?
Uma figura de segunda categoria desferiu um ataque despropositado a Cavaco Silva.
Logo o batalhão de «comentaristas» e jornalistas do costume, políticos e até a Presidência da República animaram o espectáculo e responderam, analisaram e divulgaram com o maior destaque – toda a gente se pronuncia sobre … .
O «homem do diálogo» Francisco Assis, veio acalmar as hostes e arrefecer os ânimos – toda a gente se pronuncia sobre … .
Tudo sereno e eis que outra figura de segundo plano, um tal Sousa Pinto, aparece em cena para voltar a atear o fogo contra Cavaco Silva.
O batalhão dos comentaristas do sistema, os jornalistas e até a Presidência da República espalham-se novamente na casca de banana e mais uma vez temos doutrina, respostas, estridentes sirenes e foguetório – toda a gente se pronuncia sobre … .
No final, quem surge a «esclarecer» tudo?
Sócrates, naturalmente!
E não está com meias medidas: afinal os heróis da «refrega» são precisamente os trauliteiros que atearam os incêndios onde não havia fogo e puseram a «inteligência» lisboeta e portuense a pronunciar-se sobre ..., a fazer doutrina sobre a singela e massacrada conclusão de que a oposição não deixa o governo governar e Cavaco Silva não é nada isento nem Presidente da todos os portugueses.
Nem mais.
Uma simples, vulgar e primária operação de contra-informação de curto prazo levantou um pé de vento que os agentes habituais amplificaram até ao volume de ciclone devastador – e tudo para preparar a derrota de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.
Governo!? Mas quem pensa nessa «coisa» perigosa e de alto risco eleitoral que é governar nos tempos que correm?!
Mas não haverá ninguém que se cale, que deixe Sócrates e seus agentes a falar sozinhos, entretidos nas suas festas precárias, a encher balões e a aguentar com a poeira do esvaziamento dos seus próprios balões?
O Assis reza? O Candal pragueja? A Inês sobe ao palco? O Sousa Pinto chora? O Rodrigues balbucia? O Sócrates arma-se em campeão … ?!
… E depois? Quem é que liga a isso?
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
O Antigo Governante do PS esquecido da SIC Notícias
A propósito de Lopes da Mota …
Ouvi há dias uma notícia que dava conta de Berlusconi que falava para «um grupo de apoiantes conservadores».
Claro que ouvi na Sic Notícias.
Compreende-se esta preocupação de respeitar a velha técnica de «notícia completa» com identificação perfeita de todos os «quê’s».
O estranho é que esta preocupação não é geral.
É que quando se fala de Lopes da Mota, a propósito da sua condenação por violação do dever profissional de respeito pela autonomia do Ministário Público e seus agentes, identifica-se este senhor como «magistrado» ou «presidente do Eurojust».
Ora, parece que ninguém tem dúvidas de que para a sua condenação concorreu o seu comportamento enquanto político e ao serviço do PS.
Pelo que se sabe, Lopes da Mota apresentou-se aos procuradores do Ministério Público, responsáveis pela direcção da investigação criminal do «caso Freeport», como representante do Primeiro Ministro e do Ministro da Justiça, respectivamente José Sócrates e Alberto Costa.
E em nome dos que dizia representar, terá mesmo ameaçado os procuradores do MP com represálias na carreira.
Eu creio que seria ocasião, com o devido respeito pelo aparelho da contra-propaganda do PS, de seguir o exemplo da notícia de Berlusconi.
E começar qualquer informação sobre esta condenação por «pressões ilegítimas e ilegais em processo de investigação criminal», a mando de Sócrates e Alberto Costa, com a identificação completa de Lopes da Mota.
Tem faltado, talvez, qualquer coisa como «o antigo governante do PS e magistrado do Ministério Público, Lopes da Mota, etc.,etc., etc. … ».
Se serve para Berlusconi, que toda a gente conhece como conservador, o ex-Ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho, ou o ex-secretário de Estado de Cavaco Silva, Oliveira Costa, ou o ex-ministro de Cavaco Silva, Dias Loureiro, porque não informar desta relevante nota curricular do antigo governante do PS, Lopes da Mota, que quase ninguém conhece?
Ou não convém à SIC Notícias lembrar mais esta «ligação» de Lopes da Mota ao PS?
Ouvi há dias uma notícia que dava conta de Berlusconi que falava para «um grupo de apoiantes conservadores».
Claro que ouvi na Sic Notícias.
Compreende-se esta preocupação de respeitar a velha técnica de «notícia completa» com identificação perfeita de todos os «quê’s».
O estranho é que esta preocupação não é geral.
É que quando se fala de Lopes da Mota, a propósito da sua condenação por violação do dever profissional de respeito pela autonomia do Ministário Público e seus agentes, identifica-se este senhor como «magistrado» ou «presidente do Eurojust».
Ora, parece que ninguém tem dúvidas de que para a sua condenação concorreu o seu comportamento enquanto político e ao serviço do PS.
Pelo que se sabe, Lopes da Mota apresentou-se aos procuradores do Ministério Público, responsáveis pela direcção da investigação criminal do «caso Freeport», como representante do Primeiro Ministro e do Ministro da Justiça, respectivamente José Sócrates e Alberto Costa.
E em nome dos que dizia representar, terá mesmo ameaçado os procuradores do MP com represálias na carreira.
Eu creio que seria ocasião, com o devido respeito pelo aparelho da contra-propaganda do PS, de seguir o exemplo da notícia de Berlusconi.
E começar qualquer informação sobre esta condenação por «pressões ilegítimas e ilegais em processo de investigação criminal», a mando de Sócrates e Alberto Costa, com a identificação completa de Lopes da Mota.
Tem faltado, talvez, qualquer coisa como «o antigo governante do PS e magistrado do Ministério Público, Lopes da Mota, etc.,etc., etc. … ».
Se serve para Berlusconi, que toda a gente conhece como conservador, o ex-Ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho, ou o ex-secretário de Estado de Cavaco Silva, Oliveira Costa, ou o ex-ministro de Cavaco Silva, Dias Loureiro, porque não informar desta relevante nota curricular do antigo governante do PS, Lopes da Mota, que quase ninguém conhece?
Ou não convém à SIC Notícias lembrar mais esta «ligação» de Lopes da Mota ao PS?
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Sócrates em estágio e Cavaco em tirocínio
Alguma coisa não bate certo.
O primeiro ministro organiza um mini comício aparentemente num hotel de luxo para se queixar dos partidos políticos e da Assembleia da República – diz que o parlamento está a trabalhar e não deixa o governo governar.
O Presidente da República é desafiado por dirigentes de segunda linha do PS a analisar a situação política e, em particular, o comportamento dos partidos da oposição - manda alguém dizer que não responde mas, dias depois e num intervalo de qualquer cerimónia, dá ajuda pedida e diz tudo aquilo que os tais dirigentes de segunda linha queriam saber.
Eu sei que os tempos são de estágio ou tirocínio.
Sócrates estagia para eleições legislativas antecipadas.
Cavaco Silva prossegue o tirocínio de preparação para as eleições presidenciais na esperança de compensação pelas ajudas dadas.
… Enquanto isto, Portugal espera … por Política, por Verdade, por Respeito e Dignidade, por Governação!
O primeiro ministro organiza um mini comício aparentemente num hotel de luxo para se queixar dos partidos políticos e da Assembleia da República – diz que o parlamento está a trabalhar e não deixa o governo governar.
O Presidente da República é desafiado por dirigentes de segunda linha do PS a analisar a situação política e, em particular, o comportamento dos partidos da oposição - manda alguém dizer que não responde mas, dias depois e num intervalo de qualquer cerimónia, dá ajuda pedida e diz tudo aquilo que os tais dirigentes de segunda linha queriam saber.
Eu sei que os tempos são de estágio ou tirocínio.
Sócrates estagia para eleições legislativas antecipadas.
Cavaco Silva prossegue o tirocínio de preparação para as eleições presidenciais na esperança de compensação pelas ajudas dadas.
… Enquanto isto, Portugal espera … por Política, por Verdade, por Respeito e Dignidade, por Governação!
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
E assim o Godinho foi às falas com o Vara
Armando Vara é assim mesmo: amigo de todos e sempre pronto a ajudar.
Um dia, o sr Godinho, que a justiça de Aveiro meteu agora em prisão preventiva por inveja ou complexos de classe, teve em Ovar problemas técnicos com a electricidade.
E não está com meias-medidas.
Mete-se no comboio e vem a Lisboa tratar da coisa.
Só que, chegado à capital, olha à volta e não dá com a EDP que é quem sabe da electricidade.
Só vê um anúncio luminoso: Millenium BCP.
Lá em Ovar, ele já tinha ouvido desta casa – um estrangeirado, Berardo ou Bernardo qualquer coisa, não falava doutra coisa na TV de um tal sr. Mário Crespo.
E pensou: aqui é que me vão ajudar.
Chega-se à porta, vê um homem fardado e pergunta-lhe: olhe lá, onde é que fica a EDP?
Resposta pronta: o melhor é subir aquelas escadas ali e perguntar ao senhor Armando Vara que é muito atencioso e conhece os caminhos todos como ninguém.
E foi assim que o sr. Godinho chegou às falas com Armando Vara que, lembrando-se do que aprendera na Prevenção sobre circulação rodoviária, prontamente lhe indicou as ruelas e avenidas que era preciso atravessar para se chegar à tal mal afamada EDP!
… onde foi muito bem recebido também!
E, com as coisas logo tratadas, o sr. Godinho nem precisou de pensão ou residencial, ajeitou-se no comboio e arrancou directo a Ovar.
Quando chegar a casa já tenho luz! Como é boa e porreira esta gente de Lisboa – bradou ele toda a viagem, para quem o quis ouvir … na carruagem inteira.
PS: Consta que José Sócrates anda acabrunhado com o amigo Vara que, depois de alertado por escrito, fugiu com o rabo à seringa e nem sequer o avisou, nem um lamirézito, de que o seu (o do José) telefone estava sob escuta.
Com amigos destes – andará o José a lamuriar-se – o melhor é juntar-me ao Alegre. Esse, ao menos, acaba sempre por dizer tudo … mais cedo ou mais tarde !
Um dia, o sr Godinho, que a justiça de Aveiro meteu agora em prisão preventiva por inveja ou complexos de classe, teve em Ovar problemas técnicos com a electricidade.
E não está com meias-medidas.
Mete-se no comboio e vem a Lisboa tratar da coisa.
Só que, chegado à capital, olha à volta e não dá com a EDP que é quem sabe da electricidade.
Só vê um anúncio luminoso: Millenium BCP.
Lá em Ovar, ele já tinha ouvido desta casa – um estrangeirado, Berardo ou Bernardo qualquer coisa, não falava doutra coisa na TV de um tal sr. Mário Crespo.
E pensou: aqui é que me vão ajudar.
Chega-se à porta, vê um homem fardado e pergunta-lhe: olhe lá, onde é que fica a EDP?
Resposta pronta: o melhor é subir aquelas escadas ali e perguntar ao senhor Armando Vara que é muito atencioso e conhece os caminhos todos como ninguém.
E foi assim que o sr. Godinho chegou às falas com Armando Vara que, lembrando-se do que aprendera na Prevenção sobre circulação rodoviária, prontamente lhe indicou as ruelas e avenidas que era preciso atravessar para se chegar à tal mal afamada EDP!
… onde foi muito bem recebido também!
E, com as coisas logo tratadas, o sr. Godinho nem precisou de pensão ou residencial, ajeitou-se no comboio e arrancou directo a Ovar.
Quando chegar a casa já tenho luz! Como é boa e porreira esta gente de Lisboa – bradou ele toda a viagem, para quem o quis ouvir … na carruagem inteira.
PS: Consta que José Sócrates anda acabrunhado com o amigo Vara que, depois de alertado por escrito, fugiu com o rabo à seringa e nem sequer o avisou, nem um lamirézito, de que o seu (o do José) telefone estava sob escuta.
Com amigos destes – andará o José a lamuriar-se – o melhor é juntar-me ao Alegre. Esse, ao menos, acaba sempre por dizer tudo … mais cedo ou mais tarde !
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
PS quer «abandalhar» a Assembleia da República
O PS de Sócrates destacou dois deputados para a comissão parlamentar com a única missão de «abandalhar».
Ricardo Gonçalves (e um outro cujo nome não é relevante) cumpriu a sua missão.
E fica a ideia geral de que o parlamento e, em especial as suas comissões, não passam de «números circenses» que só servem para gastar dinheiro dos contribuintes com «palhaçadas».
Neste caso, o PS teve o «apoio» de Maria José Nogueira Pinto que, em vez de se comportar como deputada, deixou-se arrastar para a «bandalhice», pondo-se no nível conveniente ao «provocador».
Qualquer político consciente saberia que os «à partes» ou «bocas» exigiriam um pedido de intervenção do presidente da comissão para que o «provocador» se expusesse e jamais uma resposta directa ao «provocador».
Assim ficou tudo igual: «provocador abandalhante» e «provocado indignado», com a diferença de que o «provocador abandalhante» sabia que contava com o controlo da informação.
Resultado: o aparelho de propaganda encarregou-se e cumpriu conforme planeado; e hoje ninguém conhece o teor das «provocações» do deputado do PS e, do incidente, apenas se sabe que a deputada eleita pelo PSD «chamou palhaço» a um pobre e «ofendido» deputado socialista.
Foi fácil inverter tudo e dar uma enorme machadada no prestígio da Assembleia da República, isto é, na oposição ou, melhor ainda, no PSD – um PSD que, via Luis Delgado da Sic Notícias, a propaganda de Sócrates tem o desplante de dizer que está tão mal, tão mal que nem sequer tem um líder «legitimado»!
Paralelamente, o já conhecido e trauliteiro deputado do PS, Ricardo Rodrigues, lamuriava-se com a pressão da oposição que não deixa o coitado do governo governar tornando a Assembleia da República um centro de bloqueio da governabilidade e causa de grave instabilidade das instituições democráticas.
E via-se-lhe bem o sorriso irónico quando dizia que o orçamento rectificativo era questão do governo e que a Assembleia era para legislar.
É claro que ninguém lhe perguntou o que é esse instrumento de governo, que é um orçamento, «vai fazer» à Assembleia da República se «as coisas» de governo só competem ao governo?! E se um orçamento não tem nada a ver com a Assembleia porque é que o Conselho de Ministros não resolve tudo!? Ou se ele acha que a Assembleia, no actual quadro constitucional, apenas serve para «secretariar» o governo!?
E, obviamente, o deputado socialista pediu, em nome do PS e aparentemente também do governo, a intervenção ou «ajuda» do Presidente da República porque, preocupação estranha e inédita, lhe parece agora importante e urgente que se saiba o que Cavaco Silva pensa da situação.
Enfim, nota-se algum «afinamento» no aparelho da propaganda.
O que deve exigir ao PSD um especial cuidado na escolha dos deputados das comissões parlamentares que, sendo nesta fase um instrumento fundamental de fiscalização da perigosa acção do governo, têm de ser intransigentemente protegidas das previsíveis tentativas de «abandalhamento» pelo PS.
Agora os tempos são para profissionais - não é tempo de infantilidades de meninas caprichosas e «convencidas» …
Ricardo Gonçalves (e um outro cujo nome não é relevante) cumpriu a sua missão.
E fica a ideia geral de que o parlamento e, em especial as suas comissões, não passam de «números circenses» que só servem para gastar dinheiro dos contribuintes com «palhaçadas».
Neste caso, o PS teve o «apoio» de Maria José Nogueira Pinto que, em vez de se comportar como deputada, deixou-se arrastar para a «bandalhice», pondo-se no nível conveniente ao «provocador».
Qualquer político consciente saberia que os «à partes» ou «bocas» exigiriam um pedido de intervenção do presidente da comissão para que o «provocador» se expusesse e jamais uma resposta directa ao «provocador».
Assim ficou tudo igual: «provocador abandalhante» e «provocado indignado», com a diferença de que o «provocador abandalhante» sabia que contava com o controlo da informação.
Resultado: o aparelho de propaganda encarregou-se e cumpriu conforme planeado; e hoje ninguém conhece o teor das «provocações» do deputado do PS e, do incidente, apenas se sabe que a deputada eleita pelo PSD «chamou palhaço» a um pobre e «ofendido» deputado socialista.
Foi fácil inverter tudo e dar uma enorme machadada no prestígio da Assembleia da República, isto é, na oposição ou, melhor ainda, no PSD – um PSD que, via Luis Delgado da Sic Notícias, a propaganda de Sócrates tem o desplante de dizer que está tão mal, tão mal que nem sequer tem um líder «legitimado»!
Paralelamente, o já conhecido e trauliteiro deputado do PS, Ricardo Rodrigues, lamuriava-se com a pressão da oposição que não deixa o coitado do governo governar tornando a Assembleia da República um centro de bloqueio da governabilidade e causa de grave instabilidade das instituições democráticas.
E via-se-lhe bem o sorriso irónico quando dizia que o orçamento rectificativo era questão do governo e que a Assembleia era para legislar.
É claro que ninguém lhe perguntou o que é esse instrumento de governo, que é um orçamento, «vai fazer» à Assembleia da República se «as coisas» de governo só competem ao governo?! E se um orçamento não tem nada a ver com a Assembleia porque é que o Conselho de Ministros não resolve tudo!? Ou se ele acha que a Assembleia, no actual quadro constitucional, apenas serve para «secretariar» o governo!?
E, obviamente, o deputado socialista pediu, em nome do PS e aparentemente também do governo, a intervenção ou «ajuda» do Presidente da República porque, preocupação estranha e inédita, lhe parece agora importante e urgente que se saiba o que Cavaco Silva pensa da situação.
Enfim, nota-se algum «afinamento» no aparelho da propaganda.
O que deve exigir ao PSD um especial cuidado na escolha dos deputados das comissões parlamentares que, sendo nesta fase um instrumento fundamental de fiscalização da perigosa acção do governo, têm de ser intransigentemente protegidas das previsíveis tentativas de «abandalhamento» pelo PS.
Agora os tempos são para profissionais - não é tempo de infantilidades de meninas caprichosas e «convencidas» …
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
As «estimas pessoais» do filho de Mário Soares
Uma das personalidades mais incríveis da SIC Notícias é o filho de Mário Soares, o João.
Nasceu rico e gosta dos privilégios de sempre ter sido rico e protegido.
Mas admirável nesta personagem, talvez o campeão português de derrotas políticas, é a «consideração e estima pessoal e política» que jura ter por qualquer pessoa de que se fale, a «enorme amizade» que o liga aos seus «amigos», em que inclui toda a gente viva, já falecida ou nascitura.
«Manuel Alegre?» - diria João Soares - «pois certamente que tenho a maior estima pessoal e consideração política e intelectual pelo meu querido companheiro de inolvidáveis batalhas contra o fascismo mas anda mal acompanhado e tem descaído para um caminho de traição aos ideais democráticos e ética republicana, indignidade pessoal e ingratidão para com os amigos a quem tudo deve. E o mais grave é que já nada lhe resta do velho poeta, tão sublimemente cantado pela grande Natália Correia, que muito estimei pessoalmente em vida e mais considero como intelectual e política depois da morte, tal a degradação a que chegou nos últimos anos em que nem uma cançãozeca pimba consegue publicar. Faz-me lembrar o ambiente pidesco em que o Humberto Delgado se deixou cercar no exílio, em Argel, de onde, de resto, o meu pai o recuperou para a democracia! Mas tenho, naturalmente, a maior consideração política pelo seu épico passado e a mais elevada estima pessoal pelo meu querido companheiro socialista Manuel Alegre, esse supremo poeta da democracia e da revolução, a quem devemos, e não esqueço isso, a queda do fascismo e os gloriosos momentos vividos pelo PS, por mim próprio e, em particular, pelo meu pai nessa epopeia que foi materializada nas últimas eleições presidenciais!»
Porque será que a sua «consideração e elevada estima» e a enorme «amizade» se exprimem sempre pelos mais ultrajantes insultos, calúnias e difamações?
Nasceu rico e gosta dos privilégios de sempre ter sido rico e protegido.
Mas admirável nesta personagem, talvez o campeão português de derrotas políticas, é a «consideração e estima pessoal e política» que jura ter por qualquer pessoa de que se fale, a «enorme amizade» que o liga aos seus «amigos», em que inclui toda a gente viva, já falecida ou nascitura.
«Manuel Alegre?» - diria João Soares - «pois certamente que tenho a maior estima pessoal e consideração política e intelectual pelo meu querido companheiro de inolvidáveis batalhas contra o fascismo mas anda mal acompanhado e tem descaído para um caminho de traição aos ideais democráticos e ética republicana, indignidade pessoal e ingratidão para com os amigos a quem tudo deve. E o mais grave é que já nada lhe resta do velho poeta, tão sublimemente cantado pela grande Natália Correia, que muito estimei pessoalmente em vida e mais considero como intelectual e política depois da morte, tal a degradação a que chegou nos últimos anos em que nem uma cançãozeca pimba consegue publicar. Faz-me lembrar o ambiente pidesco em que o Humberto Delgado se deixou cercar no exílio, em Argel, de onde, de resto, o meu pai o recuperou para a democracia! Mas tenho, naturalmente, a maior consideração política pelo seu épico passado e a mais elevada estima pessoal pelo meu querido companheiro socialista Manuel Alegre, esse supremo poeta da democracia e da revolução, a quem devemos, e não esqueço isso, a queda do fascismo e os gloriosos momentos vividos pelo PS, por mim próprio e, em particular, pelo meu pai nessa epopeia que foi materializada nas últimas eleições presidenciais!»
Porque será que a sua «consideração e elevada estima» e a enorme «amizade» se exprimem sempre pelos mais ultrajantes insultos, calúnias e difamações?
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